
Categoria
Devoções
Práticas devocionais populares católicas — Via-Sacra, novenas, Sagrado Coração, escapulário, adoração perpétua e mais — distintas do texto isolado de uma oração.
Via-Sacra (Via Crucis)
Peregrinações medievais à Terra Santa, difundida pelos franciscanos a partir do século XIV
Devoção que percorre, em catorze estações, os principais momentos da Paixão de Cristo, de sua condenação à sepultura, fixada nesse número em 1731 sob Clemente XII.

Novenas
Atos dos Apóstolos 1,12-14 (os nove dias entre a Ascensão e Pentecostes)
Nove dias consecutivos de oração por uma intenção específica ou em preparação a uma festa, inspirados nos nove dias entre a Ascensão e Pentecostes.

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus
Aparições a Santa Margarida Maria Alacoque em Paray-le-Monial (década de 1670)
Devoção ao amor humano e divino de Cristo, simbolizado em seu coração, difundida a partir das revelações a Santa Margarida Maria Alacoque.

As Primeiras Sextas-Feiras
Tradição ligada às revelações a Santa Margarida Maria Alacoque
Prática de comungar na primeira sexta-feira de nove meses consecutivos, em reparação e devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Escapulário do Monte Carmelo
Tradição carmelita, remontando ao século XIII (São Simão Stock)
Pequeno hábito religioso reduzido, usado como sinal de consagração e proteção mariana, ligado à Ordem do Carmo.

O Santo Terço como devoção diária
Prática de origem medieval, com impulso renovado após as aparições de Fátima (1917)
A prática, difundida sobretudo após as aparições de Fátima, de rezar o terço completo todos os dias como caminho de conversão e paz.

Devoção à Divina Misericórdia
Diário de Santa Faustina Kowalska (década de 1930); festa instituída por João Paulo II em 2000
Conjunto devocional — imagem, coroazinha, festa própria e Hora da Misericórdia — centrado na confiança na misericórdia infinita de Deus.

Adoração Eucarística Perpétua
Prática consolidada a partir de fundações monásticas medievais, hoje difundida em paróquias e capelas dedicadas
Prática de manter, em revezamento contínuo de adoradores, o Santíssimo Sacramento exposto ininterruptamente, dia e noite.

Consagração a Jesus por Maria
Sistematizada por São Luís de Montfort no início do século XVIII
Prática espiritual de entregar-se totalmente a Cristo por meio de Maria, sistematizada por São Luís de Montfort.

A prática do Angelus (três vezes ao dia)
Uso devocional consolidado por volta do século XVI
O hábito de interromper as atividades três vezes ao dia — manhã, meio-dia e tarde — para rezar o Angelus ao toque do sino, recordando a Encarnação; no Tempo Pascal é substituído pela antífona Regina Caeli.

Os Cinco Primeiros Sábados
Relato das aparições de Nossa Senhora de Fátima (1917) e de Pontevedra (1925)
Devoção mariana ligada às aparições de Fátima: confissão, comunhão, terço e meditação em reparação, no primeiro sábado de cinco meses seguidos.

Devoção ao Imaculado Coração de Maria
Antiga na tradição mariana, consolidada devocionalmente após as aparições de Fátima (1917)
Devoção mariana que honra o coração de Maria como símbolo de seu amor materno e de sua total entrega a Deus, sistematizada por São João Eudes no século XVII e difundida mundialmente após as aparições de Fátima em 1917.
Bênção do Santíssimo Sacramento
Desenvolvida a partir da instituição da festa de Corpus Christi (século XIII)
Rito de adoração eucarística em que o bispo, o padre ou o diácono abençoa os fiéis com a hóstia consagrada exposta no ostensório, usando o véu umeral.

Ladainha de Nossa Senhora (Ladainha Lauretana)
Atestada em Loreto desde o século XVI; aprovada oficialmente por Sisto V em 1587
Sequência de invocações e títulos marianos rezados em forma de litania, tradicionalmente associada ao santuário de Loreto e única ladainha mariana aprovada para uso público universal.

Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola
Escritos por Santo Inácio de Loyola entre 1522 e 1524; publicados em 1548
Método estruturado de retiro e discernimento espiritual, organizado por Santo Inácio de Loyola em quatro "semanas" temáticas.
Via Matris (Rosário das Sete Dores)
Tradição da Ordem dos Servitas, desenvolvida a partir do século XIII, fixada na forma atual no século XIX
Exercício de piedade que percorre, em sete estações, as principais dores de Maria — da profecia de Simeão ao sepultamento de Jesus —, à imagem da Via-Sacra.

Via Lucis (Caminho da Luz)
Proposta pelo padre salesiano Sabino Palumbieri em 1988; reconhecida oficialmente em 2001
Devoção de piedade popular nascida em 1988 que percorre catorze estações da Ressurreição de Cristo até Pentecostes, como complemento pascal da Via-Sacra.
Devoção das Quarenta Horas
Milão, 1527, por iniciativa do padre Gian Antonio Bellotti
Exposição solene e contínua do Santíssimo Sacramento por quarenta horas, em memória do tempo que o corpo de Cristo permaneceu no sepulcro.

Medalha Milagrosa
Aparições marianas a Santa Catarina Labouré, em Paris, no ano de 1830
Medalha mariana originada das aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em Paris, no ano de 1830.
Escapulário Vermelho da Paixão
Aparições relatadas pela irmã Apolline Andriveau, na França, em 1846
Sacramental de devoção à Paixão de Cristo, originado de aparições relatadas por uma religiosa francesa em 1846.
Consagração a São José
Método difundido pelo padre Donald Calloway a partir de 2020, inspirado na consagração mariana de Montfort
Prática devocional contemporânea de entrega pessoal à intercessão e ao exemplo de São José, popularizada por um método de 33 dias.
Hora Santa
Ligada às revelações do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria Alacoque (1673-1675)
Uma hora de adoração e vigília diante do Santíssimo Sacramento, ligada às revelações do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria Alacoque.
Consagração do Gênero Humano ao Sagrado Coração de Jesus
Encíclica «Annum Sacrum» de Leão XIII, 25 de maio de 1899; consagração solene em 11 de junho de 1899
Ato solene pelo qual o papa Leão XIII consagrou toda a humanidade ao Sagrado Coração de Jesus, em 1899.

Devoção ao Menino Jesus de Praga
Tradição carmelita de Praga, a partir do início do século XVII
Devoção centrada numa pequena estátua de cera sobre madeira do Menino Jesus, de origem espanhola, doada em 1628 a um convento carmelita de Praga e hoje venerada na igreja de Nossa Senhora da Vitória.
O Mês de Maria (maio mariano)
Consolidada devocionalmente a partir do século XVI, com impulso de São Filipe Neri em Roma
Tradição de dedicar todo o mês de maio a homenagens especiais à Virgem Maria, com terço diário e coroação de imagens.
