Categoria
Doutrina Social da Igreja
Os princípios fundamentais da Doutrina Social — dignidade da pessoa, bem comum, subsidiariedade, solidariedade e outros — que orientam a leitura cristã da vida econômica, política e social.

Dignidade da Pessoa Humana
Princípio 1
O princípio fundante de toda a Doutrina Social: cada pessoa possui valor infinito por ser criada à imagem e semelhança de Deus.

Bem Comum
Princípio 2
O conjunto das condições sociais que permitem a cada pessoa e a cada grupo atingir mais plena e facilmente sua própria perfeição, segundo a definição do Concílio Vaticano II retomada pelo Catecismo.

Subsidiariedade
Princípio 3
O princípio segundo o qual uma estrutura social maior não deve substituir a iniciativa e a responsabilidade que corpos menores podem exercer por si mesmos.

Solidariedade
Princípio 4
A determinação firme e perseverante de empenhar-se pelo bem comum, reconhecendo a interdependência entre todos os seres humanos.

Destino Universal dos Bens
Princípio 5
O princípio de que os bens da criação são destinados a toda a humanidade, o que relativiza — sem abolir — o direito de propriedade privada.

Opção Preferencial pelos Pobres
Princípio 6
O chamado a colocar as necessidades dos pobres e vulneráveis no centro das decisões morais, sociais e econômicas, entendido como primado na prática da caridade cristã e não como categoria sociológica ou política.

Participação
Princípio 7
O direito e o dever de todo cidadão de contribuir ativamente para a vida cultural, econômica, social e política de sua comunidade.

Dignidade do Trabalho
Princípio 8
A doutrina de que o trabalho humano não é mera mercadoria, mas expressão da dignidade da pessoa e forma de colaboração com a obra criadora de Deus.

Cuidado da Casa Comum
Princípio 9
A responsabilidade moral pela criação, entendida como dom recebido de Deus a ser cultivado e guardado, não explorado sem limites; fundamentada sobretudo na encíclica "Laudato Si'" (2015) de Francisco e no conceito de ecologia integral.

Promoção da Paz
Princípio 10
A paz como obra da justiça, fruto de uma ordem social fundada na verdade, na liberdade, no amor e na justiça, não mera ausência de guerra.
Direitos Humanos
Princípio 11
O reconhecimento, fundado na dignidade da pessoa, de que todo ser humano possui direitos universais, invioláveis e inalienáveis que nenhum poder pode legitimamente suprimir.
Justiça Social
Princípio 12
A exigência de que as estruturas econômicas, jurídicas e políticas de uma sociedade sejam ordenadas de modo a garantir a cada pessoa e a cada grupo o que lhe é devido.
Liberdade Religiosa
Princípio 13
O direito de toda pessoa a não ser coagida, em matéria religiosa, nem pelo Estado nem por qualquer outro poder humano, fundado na própria dignidade da pessoa.
A Boa Política como Forma de Caridade
Princípio 14
O princípio de que o empenho político, quando ordenado ao bem comum, é uma das formas mais altas do exercício da caridade cristã.

Fraternidade e Amizade Social
Princípio 15
O chamado, desenvolvido por Francisco na encíclica Fratelli Tutti, a construir laços de fraternidade universal que superem fronteiras, nações e interesses particulares.
Desenvolvimento Integral dos Povos
Princípio 16
A doutrina de que o verdadeiro desenvolvimento não se mede apenas pelo crescimento econômico, mas deve promover a pessoa inteira e todas as pessoas.
Globalização da Solidariedade
Princípio 17
A proposta de que os laços de interdependência criados pela globalização econômica sejam orientados por critérios éticos de solidariedade, e não apenas pela lógica do mercado.
Economia a Serviço da Pessoa Humana
Princípio 18
O princípio de que nenhum sistema econômico pode ser aceito se sacrificar a dignidade da pessoa humana às suas próprias engrenagens.

Família, Célula Fundamental da Sociedade
Princípio 19
O reconhecimento da família, fundada no matrimônio, como a primeira e mais fundamental das sociedades humanas, anterior e superior ao próprio Estado.
Rejeição da Cultura do Descarte
Princípio 20
A crítica do Papa Francisco a uma mentalidade que trata pessoas e coisas como descartáveis quando deixam de ser úteis ou produtivas, e o chamado a uma cultura do encontro e do cuidado.
