Categoria
Liturgia das Horas
As horas do Ofício Divino — Laudes, Hora Média, Vésperas, Completas e Ofício das Leituras — que santificam o curso do dia com a oração pública da Igreja.

O Ofício Divino: Visão Geral
Hora 1
A Liturgia das Horas é a oração pública e comum do Povo de Deus, que santifica todo o curso do dia através de horas fixas de oração.

Laudes (Oração da Manhã)
Hora 2
A oração que consagra o início do dia a Deus, celebrada tradicionalmente ao nascer do sol como louvor pela nova criação da luz.

Hora Média (Terça, Sexta e Noa)
Hora 3
As breves orações do meio do dia que santificam as horas de trabalho, tradicionalmente ligadas a momentos-chave da Paixão e de Pentecostes; desde a reforma do Vaticano II fora do coro pode-se rezar apenas uma delas.

Vésperas (Oração da Tarde)
Hora 4
A oração do entardecer que agradece pelo dia que passou, celebrada tradicionalmente ao acender das luzes, com o cântico de Maria.

Completas (Oração antes de Dormir)
Hora 5
A última oração do dia, breve e recolhida, que confia o sono e a própria vida à proteção de Deus.

Ofício das Leituras (Vigília)
Hora 6
A hora mais extensa do Breviário, com leituras bíblicas e patrísticas mais longas, originalmente rezada de noite como vigília.

Os Salmos na Liturgia das Horas
Hora 7
O saltério é o coração da Liturgia das Horas: os 150 salmos, orados em ciclo de quatro semanas, formam a espinha dorsal de cada hora do Ofício, sendo lidos pela Igreja como voz de Cristo.

A Liturgia das Horas na Vida Consagrada
Hora 8
Para monges, religiosos e clérigos, o Ofício Divino estrutura o ritmo diário de oração, trabalho e silêncio; a Regra de São Bento o consagrou como "Opus Dei", e o Concílio Vaticano II o reafirmou como obrigação canônica do clero e dos consagrados.
O Invitatório
Hora 9
A abertura de todo o Ofício Divino: um convite diário, centrado no Salmo 94(95), para louvar a Deus e escutar sua voz "hoje".
As Antífonas na Liturgia das Horas
Hora 10
Pequenos versos que emolduram cada salmo e cântico, orientando sua leitura à luz do dia, do tempo litúrgico ou do mistério de Cristo.
O Te Deum
Hora 11
Antigo hino de ação de graças, cantado no Ofício das Leituras dos domingos e das grandes festas, e também em ocasiões solenes fora da liturgia.
A Hora de Prima (Suprimida em 1970)
Hora 12
A antiga hora que abria o dia logo após Laudes no Breviário tradicional foi suprimida pela reforma do Vaticano II por se sobrepor a ela.
O Ofício Parvo de Nossa Senhora
Hora 13
Versão abreviada e mariana do Ofício Divino, com origem medieval, ainda rezada hoje por algumas ordens religiosas, terceiras ordens e associações de leigos.
O Martirológio Romano
Hora 14
O livro litúrgico que lista, dia a dia, os santos e beatos venerados pela Igreja, tradicionalmente lido na véspera de sua memória.
Os Cânticos Bíblicos na Liturgia das Horas
Hora 15
Além dos 150 salmos, a Liturgia das Horas reza cânticos do Antigo e do Novo Testamento que completam a psalmodia de cada hora.
Breve História da Liturgia das Horas
Hora 16
Da reforma do Breviário por São Pio X, em 1911, à promulgação da atual Liturgia das Horas por Paulo VI, em 1970.
As Preces em Laudes e Vésperas
Hora 17
As invocações finais de Laudes e Vésperas, com que a Igreja consagra o dia a Deus pela manhã e intercede pelos outros ao entardecer.
Os Hinos na Liturgia das Horas
Hora 18
Composições poéticas que abrem cada hora do Ofício Divino, herdeiras de uma tradição que remonta a Santo Ambrósio de Milão e ao poeta Prudêncio.
Ofício de Trevas (Tenebrae)
Hora 19
Antiga celebração que combinava Matinas e Laudes nos três últimos dias da Semana Santa, marcada pelo apagar progressivo de velas até a igreja ficar às escuras.
O Breviário de Quiñones (1535)
Hora 20
Reforma radical e efêmera do Ofício Divino, encomendada pelo papa Clemente VII ao cardeal franciscano Francisco de Quiñones, que simplificou o Breviário mas foi suprimida décadas depois pela reação pós-tridentina.
A Vigília Prolongada
Hora 21
Em algumas solenidades, sobretudo Natal e Pentecostes, a Instrução Geral da Liturgia das Horas prevê a possibilidade de prolongar o Ofício das Leituras numa vigília noturna mais extensa.
A Obrigação Canônica de Rezar o Ofício Divino
Hora 22
O Código de Direito Canônico obriga padres e diáconos a rezar diariamente a Liturgia das Horas, conforme os livros litúrgicos aprovados, como parte de sua busca pela santidade própria do estado clerical.
O "Ordo" Litúrgico Anual
Hora 23
Livrinho publicado a cada ano por cada conferência episcopal ou diocese, que indica dia a dia qual celebração, cor litúrgica e textos próprios da Missa e do Ofício Divino devem ser usados.
A Liturgia das Horas em Língua Vernácula
Hora 24
A permissão para rezar o Ofício Divino também nas línguas vivas dos povos, e não apenas em latim, foi um dos primeiros frutos práticos da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.
A Edição Abreviada e Popular do Ofício
Hora 25
Ao lado da edição completa em quatro volumes, existem edições reduzidas de um só volume da Liturgia das Horas, pensadas para leigos, diáconos permanentes e comunidades que não rezam o Ofício por inteiro.
O Horologion: o Equivalente Bizantino da Liturgia das Horas
Hora 26
Nas Igrejas de rito bizantino, ortodoxas e católicas orientais, o livro correspondente ao Ofício Divino romano chama-se Horologion, com uma estrutura própria de oito horas.
As Antífonas do "Ó"
Hora 27
Sete antífonas cantadas antes e depois do Magnificat, em Vésperas, entre 17 e 23 de dezembro, cada uma invocando Cristo por um título messiânico diferente do Antigo Testamento.
A Leitura Breve e o Responsório Breve
Hora 28
Em todas as horas menos no Ofício das Leituras e no Invitatório, um curto trecho da Escritura seguido de um responsório breve ocupa o lugar que, em Laudes e Vésperas, cabe à leitura mais longa.
