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Liturgia das Horas · Hora 10

As Antífonas na Liturgia das Horas

Pequenos versos que emolduram cada salmo e cântico, orientando sua leitura à luz do dia, do tempo litúrgico ou do mistério de Cristo.

Cada salmo ou cântico rezado numa hora da Liturgia das Horas vem emoldurado por uma antífona: um breve verso, geralmente tirado da própria Escritura, recitado ou cantado antes e depois dele. Longe de ser um mero refrão decorativo, a antífona cumpre uma função interpretativa — destaca um pensamento do salmo que poderia passar despercebido, confere-lhe um matiz próprio conforme a festa ou o tempo litúrgico do dia, e ajuda a lê-lo de modo tipológico ou cristológico, isto é, como voz que também fala de Cristo e da Igreja.

Assim, o mesmo Salmo 99, por exemplo, pode soar como simples louvor num dia comum e ganhar ressonância mariana ou natalina noutro, apenas pela antífona que o emoldura. Os cânticos evangélicos — o Benedictus em Laudes e o Magnificat em Vésperas — têm igualmente antífonas próprias, ditas antes do cântico e repetidas ao final, depois do "Glória ao Pai"; nas maiores solenidades, essas antífonas costumam ser mais desenvolvidas, como acontece nas célebres "Antífonas do Ó", rezadas nos últimos dias do Advento antes do Natal.

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