Liturgia das Horas · Hora 24
A Liturgia das Horas em Língua Vernácula
A permissão para rezar o Ofício Divino também nas línguas vivas dos povos, e não apenas em latim, foi um dos primeiros frutos práticos da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.
A constituição "Sacrosanctum Concilium" (1963) abriu caminho para um uso mais amplo da língua vernácula na liturgia, "sobretudo nas leituras e admoestações, nalgumas orações e cânticos", superando a exclusividade quase total do latim que vigorava até então. A primeira aplicação prática veio com a instrução "Inter Oecumenici", publicada em 26 de setembro de 1964 pela Sagrada Congregação dos Ritos e pelo "Consilium" encarregado da reforma, que fixou os princípios gerais para a implementação ordenada da renovação litúrgica.
Nos anos seguintes, a permissão foi sendo progressivamente ampliada, até que a promulgação da "Liturgia Horarum" reformada (1970-1971) permitiu às conferências episcopais de todo o mundo autorizar edições integralmente vernáculas do Ofício Divino — dando origem a traduções como a "Liturgia das Horas" em português, que tornaram a oração oficial da Igreja verdadeiramente acessível também aos leigos em larga escala, um dos objetivos explícitos da reforma conciliar.
Mais de Liturgia das Horas

O Ofício Divino: Visão Geral
Hora 1
A Liturgia das Horas é a oração pública e comum do Povo de Deus, que santifica todo o curso do dia através de horas fixas de oração.

Laudes (Oração da Manhã)
Hora 2
A oração que consagra o início do dia a Deus, celebrada tradicionalmente ao nascer do sol como louvor pela nova criação da luz.

Hora Média (Terça, Sexta e Noa)
Hora 3
As breves orações do meio do dia que santificam as horas de trabalho, tradicionalmente ligadas a momentos-chave da Paixão de Cristo.

Vésperas (Oração da Tarde)
Hora 4
A oração do entardecer que agradece pelo dia que passou, celebrada tradicionalmente ao acender das luzes, com o cântico de Maria.
