Liturgia das Horas · Hora 16
Breve História da Liturgia das Horas
Da reforma do Breviário por São Pio X, em 1911, à promulgação da atual Liturgia das Horas por Paulo VI, em 1970.
O Ofício Divino que a Igreja reza hoje é herdeiro de uma longa sequência de reformas. Em 1911, São Pio X promulgou pela bula "Divino Afflatu" uma revisão profunda do Breviário Romano, redistribuindo os salmos ao longo da semana de modo mais equilibrado e anunciando explicitamente que aquela seria apenas a primeira etapa de uma renovação mais ampla do Ofício — trabalho continuado, décadas depois, pela simplificação do calendário de festas decretada em 1955.
A reforma mais radical veio do Concílio Vaticano II: a constituição "Sacrosanctum Concilium" (1963) pediu a revisão do Ofício para que ele voltasse a ser rezado de modo mais acessível também pelos leigos, suprimiu a Hora de Prima e reorganizou as horas menores. O trabalho de anos, conduzido pelo grupo de estudos ("Coetus") encarregado da reforma, resultou na constituição apostólica "Laudis Canticum", de Paulo VI, promulgada em 1º de novembro de 1970, que aprovou o texto latino definitivo da nova "Liturgia das Horas" — nome que substituiu oficialmente o antigo "Breviário" — com o Saltério distribuído em quatro semanas e um repertório bem mais amplo de leituras bíblicas e patrísticas.
Mais de Liturgia das Horas

O Ofício Divino: Visão Geral
Hora 1
A Liturgia das Horas é a oração pública e comum do Povo de Deus, que santifica todo o curso do dia através de horas fixas de oração.

Laudes (Oração da Manhã)
Hora 2
A oração que consagra o início do dia a Deus, celebrada tradicionalmente ao nascer do sol como louvor pela nova criação da luz.

Hora Média (Terça, Sexta e Noa)
Hora 3
As breves orações do meio do dia que santificam as horas de trabalho, tradicionalmente ligadas a momentos-chave da Paixão de Cristo.

Vésperas (Oração da Tarde)
Hora 4
A oração do entardecer que agradece pelo dia que passou, celebrada tradicionalmente ao acender das luzes, com o cântico de Maria.
