Liturgia das Horas · Hora 20
O Breviário de Quiñones (1535)
Reforma radical e efêmera do Ofício Divino, encomendada pelo papa Clemente VII ao cardeal franciscano Francisco de Quiñones, que simplificou o Breviário mas foi suprimida décadas depois pela reação pós-tridentina.
Em 1528, o papa Clemente VII encarregou o cardeal franciscano espanhol Francisco de Quiñones de preparar um breviário mais simples e historicamente mais fiel. O resultado, publicado em 1535 e aprovado por Paulo III, reorganizava por completo o Ofício Divino: os 150 salmos passavam a ser recitados integralmente em apenas uma semana, o esquema de leitura bíblica era renovado, e leituras de autenticidade duvidosa ou puramente legendárias eram abandonadas em favor de textos bíblicos e patrísticos mais sólidos.
Apesar do sucesso inicial entre o clero, a proposta era radical demais para seu tempo e logo foi atacada por teólogos de Paris, Roma e da Península Ibérica. Já sob o clima da Contrarreforma, o Breviário de Quiñones foi condenado no rastro do Concílio de Trento, suprimido pelo papa Paulo IV em 1558 e definitivamente proibido por Pio V em 1568, quando este promulgou o Breviário Romano tridentino que vigoraria, com poucas mudanças, até o século XX.
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O Ofício Divino: Visão Geral
Hora 1
A Liturgia das Horas é a oração pública e comum do Povo de Deus, que santifica todo o curso do dia através de horas fixas de oração.

Laudes (Oração da Manhã)
Hora 2
A oração que consagra o início do dia a Deus, celebrada tradicionalmente ao nascer do sol como louvor pela nova criação da luz.

Hora Média (Terça, Sexta e Noa)
Hora 3
As breves orações do meio do dia que santificam as horas de trabalho, tradicionalmente ligadas a momentos-chave da Paixão de Cristo.

Vésperas (Oração da Tarde)
Hora 4
A oração do entardecer que agradece pelo dia que passou, celebrada tradicionalmente ao acender das luzes, com o cântico de Maria.
