Liturgia das Horas · Hora 18
Os Hinos na Liturgia das Horas
Composições poéticas que abrem cada hora do Ofício Divino, herdeiras de uma tradição que remonta a Santo Ambrósio de Milão e ao poeta Prudêncio.
Tamanho do texto
Cada hora da Liturgia das Horas começa, depois do versículo introdutório, por um hino: uma composição poética, geralmente estrófica e de origem antiga, dedicada ao louvor de Deus e adaptada ao caráter próprio daquele momento do dia ou daquele tempo litúrgico. A tradição de hinos cristãos ganhou forma sobretudo no Ocidente latino a partir do final do século IV, com Santo Ambrósio de Milão — cujos hinos, de grande eficácia popular, se difundiram amplamente e foram adotados até pelos monges de São Bento no século VI — e, na geração seguinte, com o poeta hispano-romano Prudêncio, cujas odes do "Cathemerinon" ("livro do dia"), compostas para horas e festas específicas, se tornaram um marco da poesia latina cristã.
Por seu caráter lírico, os hinos são o elemento mais popular e musicalmente livre do Ofício, permitindo maior variedade de melodias e traduções do que os salmos, e frequentemente escolhidos ou compostos para destacar o sentido próprio de uma hora — a alegria da manhã em Laudes, o entardecer em Vésperas, o repouso confiante em Completas — ou de uma festa específica do calendário litúrgico.
Continue sua leitura

Santo Ambrósio de Milão
Doutores da Igreja
Bispo de Milão no século IV, um dos quatro grandes Doutores da Igreja latina; batizou Santo Agostinho e é autor de tratados morais e de hinos litúrgicos.

Efrém, o Sírio
Padres da Igreja
Diácono e poeta teológico da Síria, autor de hinos litúrgicos de imensa influência no Oriente cristão, Doutor da Igreja.

Santo Ambrósio de Milão
Santos
Bispo de Milão no século IV, que batizou Santo Agostinho e compôs hinos que ainda integram a liturgia latina.

Te Deum Laudamus
Música Sacra
Um dos hinos de louvor mais antigos e solenes da tradição cristã, cantado em ações de graças e ocasiões de grande solenidade.
