Tema
Pseudo-Dionísio
Anjos e Demônios

Os Nove Coros Angélicos
Coro angélico
A hierarquia celeste sistematizada pela tradição em nove ordens de espíritos puros, de Serafins a Anjos, distribuídas em três tríades.

Querubins
Coro angélico
Espíritos celestes de contemplação e guardiões das realidades sagradas — do Éden, da Arca da Aliança e do Templo —, situados no segundo grau da primeira hierarquia angélica, logo abaixo dos serafins.

Serafins
Coro angélico
O coro angélico mais elevado, descrito por Isaías cantando eternamente a santidade de Deus diante do trono celeste — hino que a liturgia da Missa incorpora no Sanctus.

Tronos
Coro angélico
Terceiro coro da primeira (mais elevada) hierarquia angélica; mencionados por São Paulo entre os seres criados em Cristo e associados à contemplação da majestade e do juízo de Deus, sobretudo na síntese de Pseudo-Dionísio e de São Tomás de Aquino.

Dominações
Coro angélico
Coro angélico que abre a segunda tríade celeste, associado ao governo e à distribuição ordenada das tarefas aos espíritos inferiores.

Principados
Coro angélico
Coro angélico da terceira tríade celeste, associado na tradição ao governo e à proteção de povos, nações e instituições humanas, com São Miguel como seu chefe típico.

Potestades
Coro angélico
Coro angélico que encerra a segunda tríade celeste, associado na tradição à defesa da ordem cósmica e à contenção das potências do mal.

Virtudes Celestiais
Coro angélico
Coro angélico da segunda tríade celeste, associado, na angelologia de Pseudo-Dionísio e de São Tomás, à execução dos milagres e ao governo dos corpos celestes, e entendido como sustentáculo da coragem e da perseverança dos fiéis.

A Hierarquia Angélica de Pseudo-Dionísio
Conceito doutrinal
Sistematização dos nove coros angélicos em três tríades, proposta no tratado "Sobre a Hierarquia Celeste", que se tornou referência clássica da angelologia cristã e foi recebida por teólogos como Máximo, o Confessor, e Santo Tomás de Aquino.