Anjos e Demônios
Principados
Coro angélico da terceira tríade celeste, tradicionalmente associado à proteção de nações, povos e instituições humanas.
- Tipo
- Coro angélico
Os Principados (principatus) aparecem entre os coros angélicos elencados por São Paulo (Cl 1,16; Ef 3,10) e ocupam, na hierarquia de Pseudo-Dionísio Areopagita, o primeiro posto da terceira e última tríade, ao lado dos Arcanjos e dos Anjos — a tríade mais próxima da ação direta sobre o mundo e sobre os homens.
A tradição teológica, retomada por Santo Tomás de Aquino, atribui aos Principados a missão de zelar pelas grandes coletividades humanas — povos, nações, dioceses e instituições —, uma espécie de providência particular exercida sobre realidades coletivas, distinta da proteção do anjo da guarda concedida a cada pessoa individualmente. Essa leitura se apoia sobretudo em Daniel 10, onde um "príncipe" angélico atua em favor do povo de Israel diante de um "príncipe do reino da Pérsia" que se lhe opõe.
Embora sem definição dogmática sobre sua natureza exata, essa função de proteção coletiva alimentou devoções como a dos "anjos guardiões das nações", e permanece um modo tradicional de a piedade católica exprimir a convicção de que a providência de Deus alcança também as realidades sociais e políticas, e não apenas os indivíduos.
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"Quem como Deus?" — o príncipe da milícia celeste, defensor da Igreja contra o poder do demônio.

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