Anjos e Demônios
A Hierarquia Angélica de Pseudo-Dionísio
Sistematização dos nove coros angélicos em três tríades, proposta no tratado "Sobre a Hierarquia Celeste", que se tornou referência clássica da angelologia cristã.
- Tipo
- Conceito doutrinal
No fim do século V ou início do VI, um autor cristão hoje desconhecido, que escreveu sob o pseudônimo de Dionísio, o Areopagita — tomando o nome do ateniense convertido por São Paulo em Atos 17,34 —, redigiu o tratado "Sobre a Hierarquia Celeste" (De Coelesti Hierarchia), sistematizando pela primeira vez de modo abrangente os diferentes seres angélicos mencionados de forma dispersa na Escritura em nove coros, organizados em três tríades de três.
Segundo esse esquema, a primeira tríade — Serafins, Querubins e Tronos — contempla diretamente a glória de Deus; a segunda — Dominações, Virtudes e Potestades — governa a ordem do universo criado; e a terceira — Principados, Arcanjos e Anjos — executa as ordens divinas junto à humanidade, sendo os Anjos o grau mais próximo dos homens.
Embora de autoria pseudoepígrafa e datação incerta, a obra exerceu enorme influência sobre a teologia medieval, sendo retomada por autores como São Boaventura e, sobretudo, Santo Tomás de Aquino na Suma Teológica. A Igreja nunca elevou esse esquema a dogma de fé — trata-se de uma síntese teológica respeitável e amplamente adotada, não de uma revelação explícita sobre a estrutura exata do mundo angélico.
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Os Nove Coros Angélicos
Coro angélico
A hierarquia celeste sistematizada pela tradição em nove ordens de espíritos puros, de Serafins a Anjos.
