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Primeira Comunhão · Tema 10

Os Frutos da Comunhão

Os efeitos espirituais que a recepção da Eucaristia produz em quem a recebe em estado de graça: união com Cristo, perdão dos pecados veniais, preservação dos graves e edificação da Igreja.

Os Frutos da Comunhão
Parágrafos
CIC 1391-1397

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O Catecismo da Igreja Católica reúne em sete parágrafos (1391-1397) os "frutos da comunhão", e o primeiro deles é a união íntima com Cristo. Cita-se a promessa do próprio Jesus no discurso do pão da vida: "Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,56), e ainda "aquele que de mim se alimenta viverá por mim" (Jo 6,57). A comunhão não é apenas devoção: é o fundamento da própria vida em Cristo.

O Catecismo compara esse efeito ao do alimento material sobre o corpo (n. 1392): a comunhão "conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo". A esse pão da peregrinação dá-se o nome de viático quando recebido pouco antes da morte — a palavra latina viaticum designa justamente o provimento dado a quem parte em viagem.

O terceiro fruto é a purificação do pecado (n. 1393-1395). O Sangue de Cristo, "derramado para remissão dos pecados", não pode unir a Cristo sem ao mesmo tempo perdoar os pecados cometidos e guardar dos futuros. Aqui o Catecismo cita Santo Ambrósio na obra De sacramentis (4,28): "Se, toda vez que o Sangue é derramado, o é para a remissão dos pecados, devo recebê-lo sempre, para que sempre me perdoe os pecados. Eu, que sempre peco, devo ter sempre um remédio". O n. 1394 retoma o Concílio de Trento para ensinar que a Eucaristia fortalece a caridade que tende a esfriar no cotidiano e, por isso, apaga os pecados veniais; o n. 1395 precisa ainda que a Eucaristia preserva dos pecados mortais futuros, mas "não está ordenada ao perdão dos pecados mortais", que pertence ao sacramento da Reconciliação.

Há também um fruto eclesial (n. 1396): "a Eucaristia faz a Igreja". Aludindo a 1Cor 10,16-17 — "o pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo" —, ensina que a comunhão renova e aprofunda a incorporação à Igreja realizada já pelo Batismo. Formulações antigas da tradição já chamavam a Eucaristia de "remédio da imortalidade": Santo Inácio de Antioquia, no início do século II, descreve o pão eucarístico como "medicina de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver eternamente em Cristo Jesus" (Carta aos Efésios 20,2).

Daí a recomendação de recepção frequente (n. 1417): quem participa da Missa é vivamente exortado a comungar, e a Igreja impõe ao fiel o dever de comungar ao menos uma vez por ano, por ocasião da Páscoa. Para os catequizandos da primeira comunhão, esses frutos explicam por que o sacramento não é um rito isolado de um dia, mas fonte de vida cristã a ser alimentada ao longo de toda a existência.

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