Concílios
Trento: Decreto sobre a Santíssima Eucaristia
Na décima terceira sessão (1551), o Concílio de Trento definiu dogmaticamente a presença real de Cristo na Eucaristia e consagrou o termo «transubstanciação» para descrever a conversão do pão e do vinho.
- Anos
- 1551
- Local
- Trento (atual Itália)
Celebrada em 11 de outubro de 1551, já sob o papa Júlio III, a décima terceira sessão do Concílio de Trento respondeu às diferentes posições protestantes sobre a Ceia do Senhor — da negação de qualquer presença real, em Zwínglio, à consubstanciação de Lutero — reafirmando que, pela consagração do pão e do vinho, ocorre a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue, permanecendo apenas as aparências («espécies») de pão e vinho. O decreto declara que esta conversão é «apropriada e propriamente chamada transubstanciação pela Igreja Católica» — cristalizando em terminologia oficial um vocabulário que a teologia escolástica, sobretudo Santo Tomás de Aquino, já vinha usando desde o século XIII.
Os cânones anexos ao decreto condenam, entre outras posições, a negação dessa conversão substancial e a negação de que Cristo esteja inteiro sob cada uma das espécies e sob qualquer parte delas quando separadas — o fundamento doutrinal, por exemplo, da prática de dividir uma hóstia consagrada sem que isso multiplique ou fragmente a presença de Cristo. O decreto tridentino sobre a Eucaristia permanece a referência dogmática central da doutrina católica sobre o assunto até hoje.
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