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Primeira Comunhão · Tema 9

Comungar com Reverência

Os gestos de respeito — reverência antes de receber, mãos que acolhem a hóstia, silêncio — que acompanham a recepção da comunhão, e as normas litúrgicas que os regulam.

Comungar com Reverência
Alex Proimos, 2012 — Wikimedia Commons, CC BY 2.0

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A recepção da comunhão é cercada, na tradição católica, de sinais concretos de reverência diante da presença real de Cristo. A Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) descreve o momento (n. 161): se a comunhão é distribuída só sob a espécie do pão, o sacerdote eleva um pouco a hóstia e mostra-a a cada comungante, dizendo "O Corpo de Cristo"; o fiel responde "Amém" e recebe o Sacramento na boca ou, onde for permitido, na mão, conforme preferir, comungando a hóstia imediatamente e na íntegra. A resposta "Amém" é o ato de fé que precede o gesto.

Sobre a postura e o gesto, a instrução Redemptionis Sacramentum (2004), da Congregação para o Culto Divino, estabelece no n. 90: os fiéis comungam de joelhos ou de pé, segundo o que determina a Conferência dos Bispos com a confirmação da Sé Apostólica; e, quando comungam de pé, recomenda-se que façam antes de receber o Sacramento a devida reverência — em regra, uma inclinação da cabeça diante do Sacramento. Não se trata de mera etiqueta: o mesmo documento, no n. 91, proíbe negar a comunhão a um fiel só porque deseja recebê-la ajoelhado ou de pé.

O ensinamento equilibra rigor e liberdade. A comunhão na mão foi largamente reintroduzida no Ocidente após o Concílio Vaticano II, e a prática da boca jamais deixou de ser plenamente legítima; a escolha entre as duas pertence ao fiel, conforme as normas da própria região. O que a Igreja pede é que qualquer das formas seja acompanhada da consciência de estar diante do Senhor.

Os gestos concretos — a inclinação ou genuflexão antes de comungar, as mãos postas ou em concha para receber a hóstia sem que dela caia fragmento, o silêncio interior depois de comungar — ajudam a formar desde cedo o senso de que ali não se recebe "um pedaço de pão", mas o próprio Cristo. Para a catequese da primeira comunhão, ensinar a criança a fazer esses gestos com cuidado, sem pressa e sem constrangimento é ensinar-lhe, na prática, o que significa crer na presença real; o corpo que se inclina e as mãos que se abrem educam a fé que ainda balbucia.

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