História da Igreja
O Concílio de Calcedônia (451)
Quarto concílio ecumênico, convocado pelo imperador Marciano, que definiu Cristo como uma só pessoa subsistindo em duas naturezas, humana e divina.
- Período
- Igreja primitiva (451)
Convocado pelo imperador Marciano e reunido entre 8 de outubro e 1º de novembro de 451 na cidade de Calcedônia, próxima a Constantinopla, o quarto concílio ecumênico reuniu cerca de seiscentos bispos — número sem precedentes até então — para resolver a controvérsia cristológica que se seguira ao Concílio de Éfeso, sobretudo em torno das posições monofisistas de Êutiques, que via em Cristo uma única natureza após a Encarnação.
Apoiando-se no chamado "Tomo de Leão", carta doutrinal do papa Leão Magno, o concílio definiu que Cristo é uma só pessoa que subsiste em duas naturezas, divina e humana, "sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação" — fórmula que se tornaria a base da cristologia católica e ortodoxa posterior. A recusa de importantes Igrejas do Egito, Síria, Armênia e Etiópia em aceitar essa definição originou o cisma que ainda hoje separa as Igrejas Ortodoxas Orientais (não calcedonianas) de Roma e de Constantinopla.
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