Catecismo · Parte 25
Terceira parte: A vida em Cristo
A dignidade da pessoa, a comunidade humana, a graça e os Dez Mandamentos, que o Catecismo comenta seguindo a divisão de Santo Agostinho.

- Parte
- 25
- Parágrafos
- CIC 1691-2557
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A terceira parte do Catecismo (nn. 1691-2557) trata da vida moral cristã a partir da vocação do homem à bem-aventurança. Abre citando São Leão Magno: «Reconhece, ó cristão, a tua dignidade» (n. 1691), e organiza-se numa Introdução (nn. 1691-1698) e duas Seções. A Primeira Seção, «A vocação do homem: a vida no Espírito» (n. 1699), desenvolve-se em três capítulos: «A dignidade da pessoa humana» (nn. 1700-1876), que parte do homem criado à imagem de Deus e percorre a bem-aventurança, a liberdade, a moralidade dos atos, as paixões, a consciência moral, as virtudes e o pecado; «A comunidade humana» (nn. 1877-1948), sobre a pessoa e a sociedade, o bem comum, a autoridade, a justiça social e a solidariedade; e «A salvação de Deus: a lei e a graça» (nn. 1949-2051), que distingue a lei moral natural, a Lei antiga e a Lei nova ou evangélica, e trata da justificação, da graça, do mérito e da santidade, concluindo com a Igreja como «mãe e educadora» (nn. 2030ss).
A Segunda Seção, «Os Dez Mandamentos» (nn. 2052-2557), começa com o episódio do jovem rico («Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?», Mt 19,16) e mostra que Jesus não aboliu a Lei, mas a levou à perfeição, associando os conselhos evangélicos aos mandamentos (n. 2053). Segue-se um capítulo sobre os três primeiros mandamentos, relativos ao amor de Deus (nn. 2083-2195), e outro sobre os sete restantes, relativos ao amor do próximo (nn. 2196-2557). O Catecismo registra explicitamente que a divisão e a numeração dos mandamentos variaram na história e que «o atual catecismo segue a divisão dos mandamentos estabelecida por Santo Agostinho» (n. 2066), a mesma das confissões luteranas, enquanto os Padres gregos adotaram uma divisão diferente, mantida nas Igrejas ortodoxas e nas comunidades reformadas.
A parte dialoga intensamente com o Concílio Vaticano II. A Constituição Pastoral Gaudium et Spes — «A Igreja no mundo atual», promulgada por Paulo VI em 7 de dezembro de 1965, votada por 2.307 bispos contra 75, e o mais longo documento conciliar — é fonte constante para a doutrina sobre a dignidade humana, a comunidade, o bem comum e a justiça social. Também é citado o Vaticano II em textos como o n. 1705, sobre a liberdade como «sinal privilegiado da imagem divina», e o n. 1776, sobre a consciência humana.
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