Calendário Litúrgico
Solenidade, Festa e Memória
Os três graus de importância litúrgica de uma celebração no calendário católico, do mais ao menos solene, com regras próprias de vigília, precedência e transferência.

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O calendário litúrgico classifica cada celebração de um santo, beato ou mistério num de três graus decrescentes de importância: solenidade, festa e memória. A distinção foi fixada pelas Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário (NALC), promulgadas por Paulo VI em 1969, que no n. 10 dispõem: "As celebrações, que se distinguem segundo sua importância, são denominadas: solenidade, festa e memória". O critério é a relevância universal ou local do santo ou do mistério celebrado.
As solenidades constituem o grau máximo, composto pelos dias mais importantes: a celebração começa já na véspera, com as Primeiras Vésperas (NALC, n. 11). Algumas solenidades têm ainda uma Missa própria para a Vigília, usada na véspera quando há Missa vespertina. É o caso do Natal, da Páscoa, de Pentecostes, do Corpus Christi e das solenidades dos Apóstolos, entre outras. As solenidades têm orações, leituras e cantos próprios ou tomados do Comum. Um ponto importante: as solenidades nunca se omitem — quando não podem ser celebradas em determinado dia, são transferidas para o dia livre mais próximo.
As festas ocupam o grau intermediário. Celebram-se dentro dos limites do dia natural e, por isso, não têm Primeiras Vésperas — salvo as festas do Senhor que caem em domingo do Tempo Comum ou do Tempo do Natal, cujo Ofício substituem (NALC, n. 13). Aplicam-se a elas, na Missa, orações e leituras próprias ou do Comum; no Ofício das Leituras, nas Laudes e Vésperas, faz-se tudo como nas solenidades (IGLH, n. 231). Diferentemente das solenidades, as festas não se transferem: se não puderem ser celebradas por causa de outra celebração mais importante, são simplesmente omitidas naquele ano.
As memórias recordam, em dia de semana, um ou vários santos. Podem ser obrigatórias ou facultativas (NALC, n. 11, 14). Quando, no mesmo dia, ocorrem várias memórias facultativas, celebra-se apenas uma, omitindo-se as demais. As memórias obrigatórias que caem em dias da Quaresma ou nos dias 17 a 24 de dezembro — que têm precedência — podem ser celebradas apenas como memórias facultativas, chamadas então "comemorações".
A precedência entre as celebrações é regida pelo n. 16 das NALC: a Quarta-feira de Cinzas e os dias de semana da Semana Santa (de segunda a quinta-feira) têm preferência sobre todas as outras celebrações; os dias de semana do Advento (de 17 a 24 de dezembro) e todos os dias de semana da Quaresma têm preferência sobre as memórias obrigatórias; todos os demais dias de semana cedem lugar às solenidades e festas e se combinam com as memórias. A celebração de todos os fiéis defuntos, em 2 de novembro, não tem caráter de solenidade, festa ou memória, mas é chamada pela Igreja "Comemoração" — e é celebrada mesmo quando cai em domingo.
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