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Calendário Litúrgico

Tempo Comum

O período mais longo do ano litúrgico, dividido em duas partes e em 33 ou 34 semanas, no qual se celebra o mistério de Cristo em sua plenitude, sobretudo aos domingos.

Tempo Comum
Cor litúrgica
Verde

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O Tempo Comum (também chamado "Tempo Ordinário") é aquele em que a Igreja não celebra um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o próprio mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente nos domingos. As Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário (NALC, n. 43), promulgadas por Paulo VI em 1969, falam de "trinta e três ou trinta e quatro semanas" ao longo do ano que não se prendem a um mistério específico. É o maior e mais extenso dos tempos litúrgicos, distribuído em dois blocos.

A primeira parte vai da segunda-feira seguinte à festa do Batismo do Senhor (que encerra o Tempo do Natal) até a véspera da Quarta-feira de Cinzas, quando começa a Quaresma. A segunda parte recomeça na segunda-feira após a Solenidade de Pentecostes (fim do Tempo Pascal) e se estende até as primeiras vésperas do Primeiro Domingo do Advento, que abre o ano litúrgico seguinte. Como a Páscoa é móvel, o número de semanas de cada bloco varia de ano para ano; a numeração das semanas é contínua, de modo que a sequência é retomada na segunda parte exatamente onde foi interrompida pela Quaresma e pela Páscoa.

O nome "Comum" (do latim ordinarius, "ordenado", e não "medíocre" ou "sem importância") deve-se ao fato de que suas semanas são simplesmente numeradas e ordenadas. Alguns liturgistas chamam os domingos desse tempo de "domingos em estado puro", pois seu núcleo é o próprio domingo — a "Páscoa semanal", o dia do Senhor em que a comunidade se reúne desde o tempo do Novo Testamento para ouvir a Palavra e partir o Pão (cf. At 2,42). Nesse sentido, o Tempo Comum é o tempo primordial, anterior aos ciclos festivos do Natal e da Páscoa.

A partir do século XX, e sobretudo com a reforma do Missal Romano promulgada por Paulo VI na Constituição apostólica Missale Romanum, de 3 de abril de 1969, as leituras dominicais passaram a seguir um ciclo trienal: no Ano A lê-se Mateus; no Ano B, Marcos; no Ano C, Lucas. A leitura semicontínua dos Evangelhos sinóticos começa no III Domingo e vai até o XXXIII, pois o último domingo desse tempo é a Solenidade de Cristo Rei. Como o Evangelho de Marcos é o mais curto, no Ano B intercalam-se, nos domingos XVII a XXI, cinco domingos com o capítulo 6 de João (o discurso do Pão da Vida); João também é lido nas festas e solenidades de todos os anos. A cor litúrgica predominante é o verde, cor da esperança e do crescimento na vida cristã.

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Fontes

  • Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário (NALC), n. 43
  • Paulo VI, Constituição apostólica Missale Romanum (3 de abril de 1969)
  • Missal Romano
  • Catecismo da Igreja Católica
  • CNBB, 'O ano litúrgico'

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