Calendário Litúrgico
As Cores Litúrgicas
O código de cores dos paramentos que sinaliza visualmente o tempo ou a celebração do dia: branco, vermelho, verde, roxo, rosa e, onde for costume, preto.
Tamanho do texto
As cores dos paramentos sagrados constituem um dos sinais visuais mais imediatos do ano litúrgico: elas exprimem, como diz a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR, n. 345), o "caráter peculiar dos mistérios da fé" que se celebram e o sentido progressivo da vida cristã ao longo do ano.
A norma que regula o uso das cores está na IGMR, nn. 345-347, que determina manter-se o uso tradicional do Rito Romano. Segundo o n. 346, usa-se a cor branca nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal, e ainda nas celebrações do Senhor (exceto as da Paixão), da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Anjos, dos santos não mártires, e nas solenidades de Todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo. A cor vermelha usa-se no Domingo da Paixão (Ramos) e na Sexta-feira Santa, no Domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos mártires. A cor verde usa-se nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. A cor roxa, no Advento e na Quaresma, podendo usar-se também nos Ofícios e Missas de defuntos. Onde for costume, admite-se ainda a cor preta nas Missas de defuntos e a cor rosa nos domingos Gaudete (terceiro do Advento) e Laetare (quarto da Quaresma).
Ao conjunto das cores "canônicas" acrescentam-se usos facultativos ou por privilégio: o dourado (ou prateado), que pode substituir o branco ou outra cor em dias mais solenes, conforme o costume; e o azul para festas marianas em alguns países, como no Brasil. O n. 346 observa expressamente a possibilidade de, nos dias mais solenes, recorrer-se a paramentos festivos ou mais nobres, "ainda que não sejam da cor do dia". A mesma norma deixa às Conferências Episcopais a faculdade de propor à Sé Apostólica adaptações conforme as necessidades e a mentalidade dos povos.
O rosa merece nota especial, por ser a cor mais rara da liturgia — a tradição a denomina "rosácea". Usada de forma meramente facultativa e apenas duas vezes por ano, ela funciona como uma pausa de alegria antecipada no meio de um tempo penitencial: o roxo "atravessado" pela luz que se aproxima. Por isso o terceiro domingo do Advento chama-se Gaudete e o quarto da Quaresma, Laetare, ambos tomados do introito da Missa. Vale lembrar que nem todos os paramentos mudam de cor: a alva e o amito são sempre brancos, em memória da veste batismal; quem varia com o calendário são a casula, a estola, a dalmática e a capa pluvial.
A imagem que acompanha esta entrada é um painel que reúne casulas (casullas) nas diversas cores litúrgicas, ilustrando visualmente o código que distingue os tempos do ano.
Continue sua leitura

O Ano Litúrgico e as Cores Litúrgicas
Vida Litúrgica
Ciclo anual de tempos litúrgicos — Advento, Natal, Quaresma, Páscoa e Tempo Comum — cada um sinalizado por uma cor própria dos paramentos.

Advento
Calendário Litúrgico
Tempo de quatro semanas que abre o ano litúrgico, preparando o Natal com dupla ênfase: a vinda histórica e a vinda final de Cristo.

Tempo do Natal
Calendário Litúrgico
Do Natal ao Batismo do Senhor, celebra o nascimento de Cristo e sua manifestação ao mundo, com a oitava natalina, a Mãe de Deus e a Epifania.

Tempo Comum
Calendário Litúrgico
O período mais longo do ano litúrgico, dividido em duas partes e em 33 ou 34 semanas, no qual se celebra o mistério de Cristo em sua plenitude, sobretudo aos domingos.
