Bíblia
2 Timóteo
O testamento espiritual de Paulo, escrito da prisão pouco antes de sua morte, exortando Timóteo a perseverar e coroando a vida do apóstolo com o "combati o bom combate".

- Testamento
- Novo Testamento
- Gênero literário
- Epístola pastoral
- Autor tradicional
- Tradicionalmente atribuída a Paulo (autoria discutida)
- Composição
- final do século I d.C. ou anos 60 (última carta de Paulo, na tradição)
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A Segunda Carta a Timóteo é, na tradição cristã, a última carta escrita por Paulo, redigida de uma prisão romana quando ele já previa o martírio. Pertence, com 1 Timóteo e Tito, ao grupo das chamadas "epístolas pastorais", as mais discutidas entre os escritos atribuídos ao apóstolo: a crítica moderna costuma considerá-las pseudônimas ou obra de um discípulo (a "escola paulina"), enquanto o testemunho antigo as recebeu como autênticas. O Cânon Muratoriano, por volta do ano 170, já as menciona como "escritos valiosos para a disciplina eclesiástica", e a Peshitta siríaca, do século II, também as inclui.
Isto porque a carta não cabe bem no relato de Atos: Eusébio de Cesareia, em sua História Eclesiástica (II, 22), transmite a antiga tradição de que Paulo, após o primeiro julgamento em Roma, foi libertado, retomou a pregação "no Oriente e no Ocidente" e, preso de novo na mesma cidade, sofreu enfim o martírio — "neste segundo cativeiro escreveu a Segunda Carta a Timóteo, na qual menciona sua primeira defesa e a morte iminente". A mesma sequência aparece já na carta de Clemente Romano aos Coríntios (1 Clemente 5), que fala da pregação de Paulo até os confins do Ocidente antes do testemunho final.
Aquele que na tradição é o derradeiro escrito de Paulo é um texto profundamente pessoal. No trecho mais citado (2 Tm 4,6-8), ele compara a própria morte a uma libação: "já estou sendo derramado como oferta de libação, e chegou o momento da minha partida" (análise, o termo grego para "partida", evoca soltar as amarras de um navio ou levantar acampamento), para então concluir: "combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé". Segue-se a coroa da justiça que o "Justo Juiz" lhe dará (4,8). É dessas linhas, e não de outra fonte coeva, que a piedade cristã sempre extraiu a imagem serena do apóstolo diante da morte.
A carta é rica em nomes e detalhes concretos. Paulo lamenta que "Demas me abandonou, por amor a este mundo" (4,10), e que na primeira defesa "todos me abandonaram" (4,16), mas registra que "só Lucas está comigo" (4,11); pede a vinda de Marcos, "que me é útil para o ministério", e que tragam o manto deixado em Trôade com Carpo, "e os livros, sobretudo os pergaminhos" (4,13). Adverte contra "Alexandre, o caldeireiro", que lhe causou grandes males (4,14-15), e lembra a bondade de Onesíforo, que o procurou em Roma e não se envergonhou de suas correntes (1,16-18). Sua estrutura geral costuma ser descrita como quiástica, movendo-se de Timóteo ao evangelho e de volta a Timóteo. O tom de despedida, o apelo insistente à fidelidade doutrinal e a solenidade de "toda a Escritura é inspirada por Deus" (3,16) fizeram desta carta o testamento espiritual do apóstolo por excelência.
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Se a Bíblia fala em "irmãos de Jesus", como a Igreja sustenta que Maria permaneceu sempre virgem?
Apologética
O hebraico e o aramaico não tinham palavra própria para "primo" — "irmão" designava também parentes próximos, sentido que passou ao grego dos Evangelhos, como confirma a identidade dos "irmãos" como filhos de Maria de Clópas e o atestado de Hegésipo no século II.

É verdade que a Igreja proibiu o povo de ler a Bíblia na Idade Média?
Apologética
Foram os monges medievais quem copiaram e preservaram manuscritos bíblicos por séculos; as restrições pontuais a traduções não autorizadas (Toulouse 1229, Oxford 1408) nunca equivaleram a uma proibição geral da Escritura.

Por que a Bíblia Católica tem sete livros a mais que a Bíblia usada pela maioria dos protestantes?
Apologética
Os sete livros deuterocanônicos estavam na Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento usada pelos primeiros cristãos, foram reafirmados por concílios do século IV e por Florença (1442), e confirmados solenemente pelo Concílio de Trento em 1546.

Primeira parte: A Sagrada Escritura
Catecismo
A inspiração e a verdade da Bíblia, o cânon dos livros sagrados e os princípios católicos de interpretação da Escritura.
