Catecismo · Parte 4
Primeira parte: A Sagrada Escritura
A inspiração e a verdade da Bíblia, o cânon dos livros sagrados e os princípios católicos de interpretação da Escritura.

- Parte
- 4
- Parágrafos
- CIC 101-141
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Este artigo trata da Bíblia como livro inspirado por Deus, que tem por autor os hagiógrafos humanos e, ao mesmo tempo, Deus como autor principal, «ensinando com firmeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus quis, para nossa salvação, consignar nas Sagradas Letras». Explica a unidade entre o Antigo e o Novo Testamento e apresenta o cânon dos livros sagrados reconhecidos pela Igreja.
O Catecismo expõe também os critérios para uma interpretação correta da Escritura — atenção ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura, leitura na Tradição viva da Igreja e respeito à analogia da fé — além dos sentidos literal e espiritual (alegórico, moral e anagógico) que a exegese cristã tradicionalmente reconhece no texto sagrado.
Encerra a primeira seção da Parte I, que trata de «como cremos», antes de a segunda seção passar ao conteúdo propriamente dito da fé professada no Símbolo.
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Se a Bíblia fala em "irmãos de Jesus", como a Igreja sustenta que Maria permaneceu sempre virgem?
Apologética
O hebraico e o aramaico não tinham palavra própria para "primo" — "irmão" designava também parentes próximos, sentido que passou ao grego dos Evangelhos, como confirma a identidade dos "irmãos" como filhos de Maria de Clópas e o atestado de Hegésipo no século II.

É verdade que a Igreja proibiu o povo de ler a Bíblia na Idade Média?
Apologética
Foram os monges medievais quem copiaram e preservaram manuscritos bíblicos por séculos; as restrições pontuais a traduções não autorizadas (Toulouse 1229, Oxford 1408) nunca equivaleram a uma proibição geral da Escritura.

Por que a Bíblia Católica tem sete livros a mais que a Bíblia usada pela maioria dos protestantes?
Apologética
Os sete livros deuterocanônicos estavam na Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento usada pelos primeiros cristãos, foram reafirmados por concílios do século IV e por Florença (1442), e confirmados solenemente pelo Concílio de Trento em 1546.

Gênesis
Bíblia
O livro das origens: a criação do mundo, a queda, o dilúvio e as histórias dos patriarcas Abraão, Isaac, Jacó e José.
