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Apologética

Se a Bíblia fala em "irmãos de Jesus", como a Igreja sustenta que Maria permaneceu sempre virgem?

O hebraico e o aramaico não têm palavra própria para "primo" — "irmão" designava também parentes próximos, sentido que passou ao grego dos Evangelhos.

Se a Bíblia fala em "irmãos de Jesus", como a Igreja sustenta que Maria permaneceu sempre virgem?
Objeção
A Bíblia menciona irmãos de Jesus — então Maria teve outros filhos?

Passagens como Marcos 6,3 mencionam "irmãos" e "irmãs" de Jesus — Tiago, José, Judas e Simão entre eles. A objeção assume que essas palavras só podem significar filhos biológicos de Maria. Mas nem o hebraico nem o aramaico falados na Palestina do século I tinham palavra própria para "primo": o termo usado para "irmão" ("ach") cobria também primos e parentes próximos, sentido que passou ao grego "adelphós" dos Evangelhos, escritos num ambiente semita.

O próprio Novo Testamento dá uma pista concreta: Mateus 27,56 e Marcos 15,40 identificam "Tiago e José" — dois dos supostos "irmãos" de Jesus — como filhos de "Maria, mulher de Clopas" (Jo 19,25), uma parente distinta da mãe de Jesus presente ao pé da cruz. A tradição da Igreja, atestada desde os primeiros séculos (o termo grego "aeiparthenos", "sempre virgem", já aparece no século IV), sustenta a virgindade perpétua de Maria antes, durante e depois do parto.

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Fontes

  • Marcos 6,3; Mateus 27,56; João 19,25
  • Catecismo da Igreja Católica, nn. 499-501

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