Apologética
Por que confessar os pecados a um padre, e não diretamente a Deus?
A Igreja Católica ensina que Cristo confiou aos apóstolos e seus sucessores o ministério concreto de perdoar pecados em seu nome, e não apenas o exercício de uma piedade interior sem mediação visível.

- Objeção
- Se Deus perdoa diretamente, por que preciso de um padre no meio?
A objeção parte de uma premissa correta — Deus, e só Deus, perdoa pecados — mas conclui algo que a própria Escritura não sustenta isoladamente: que essa mediação deva ser sempre direta e sem intermediário humano visível. Os Evangelhos registram Jesus dizendo aos apóstolos, no dia da Ressurreição: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados" (Jo 20,22-23) — um poder de perdoar concretamente exercido por homens, em nome de Cristo, não apenas uma exortação genérica à conversão interior. A Igreja lê essa passagem como fundamento do sacramento da Reconciliação: o padre não substitui Deus como fonte do perdão, mas atua como sinal visível, historicamente contínuo desde os apóstolos, de uma reconciliação que também tem dimensão eclesial — o pecado fere não só a relação pessoal com Deus, mas a comunhão com a Igreja.