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Apologética

Por que a Bíblia Católica tem sete livros a mais que a Bíblia usada pela maioria dos protestantes?

Os sete livros deuterocanônicos estavam na Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento usada pelos primeiros cristãos, e foram reafirmados como canônicos pelo Concílio de Trento em 1546.

Objeção
A Igreja Católica "acrescentou" livros à Bíblia que os protestantes não reconhecem?

A pergunta costuma ser formulada ao contrário do que a história sugere: a questão não é tanto que a Igreja Católica "acrescentou" livros, mas que os reformadores protestantes do século XVI, seguindo o cânon judaico palestinense (fixado depois da era cristã), retiraram do Antigo Testamento sete livros — Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (Sirácida) e Baruc, além de acréscimos a Ester e Daniel — que os primeiros cristãos liam havia séculos como parte da Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento amplamente usada por judeus de língua grega e citada com frequência pelo próprio Novo Testamento.

Esses sete livros, hoje chamados "deuterocanônicos" pelos católicos (e "apócrifos" pelos protestantes), já constavam de listas canônicas usadas por concílios africanos do século IV, como os de Hipona (393) e Cartago (397), e foram confirmados como parte integrante do cânon bíblico pelo Concílio de Florença (1442) e, de modo solene e definitivo diante da contestação protestante, pelo Concílio de Trento, em sua quarta sessão (1546), fixando os 73 livros do cânon católico — 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo.

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