Pecados · 6º pecado capital
Inveja
Tristeza pelo bem alheio e desejo imoderado de possuí-lo, oposta à alegria fraterna; vício capital apontado pela Escritura como porta pela qual a morte entrou no mundo.

- Virtude oposta
- Caridade fraterna
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A inveja é a tristeza experimentada diante do bem — material, moral ou espiritual — que outra pessoa possui, acompanhada com frequência do desejo, mais ou menos consciente, de que ela o perca. O Catecismo da Igreja Católica (n. 2539) define-a como "vício capital" que "designa a tristeza que se sente perante o bem alheio e o desejo imoderado" de o possuir ou alcançar, e a distingue da legítima aspiração a possuir também um bem que se vê no outro (desejo que, ordenado, pode impulsionar ao crescimento): pecaminosa é especificamente a tristeza pelo bem alheio como tal.
A gravidade da inveja apoia-se em fonte bíblica e patrística. O Livro da Sabedoria (2,24) afirma que "pela inveja do diabo entrou a morte no mundo", texto que fundamenta a tradição de ver nela o pecado primordial por excelência: Santo Agostinho a chama "pecado diabólico". Por isso, se o invejoso deseja um mal grave ao próximo, seu ato se torna pecado mortal, pois destrói a caridade, virtude à qual a inveja se opõe diretamente. Na Epístola aos Gálatas (5,19-21), "invejas" figura entre as obras da carne que excluem do Reino de Deus.
A análise mais sistemática encontra-se em Santo Tomás de Aquino, que trata da inveja como vício capital (Suma Teológica, II-II, q. 36). Tomás define-a como a tristeza pelo bem do próximo, ordenando-a à caridade como seu oposto; e, seguindo São Gregório Magno, enumera as suas "filhas", isto é, os vícios que dela derivam. Distingue-as por etapas: no início, o invejoso esforça-se por diminuir a glória do outro — secretamente, pela murmuração; abertamente, pela difamação (detração). No meio, busca esse fim: se o consegue, há a alegria pela desgraça alheia; se não, a aflição pela prosperidade do próximo. No término, encontra-se o ódio, pois assim como o bem é causa do amor, a tristeza é causa do ódio (II-II, q. 36, a. 4).
O Catecismo inclui a inveja na lista dos pecados capitais (n. 1866: soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça ou negligência), compreendidos como raízes que geram outros pecados e vícios. O antídoto apontado pela tradição é a caridade fraterna — alegrar-se pelo bem do próximo —, acompanhada da humildade e da gratidão, que reconhecem os próprios dons como recebidos da graça.
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Os sete pecados capitais
Crisma
Soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça: vícios enraizados que geram e alimentam outros pecados.

Soberba
Pecados
O primeiro e, para a tradição espiritual, o mais grave dos pecados capitais: o amor desordenado da própria excelência.

Avareza
Pecados
Apego desordenado aos bens materiais e à riqueza, que fecha o coração à partilha e à confiança na providência de Deus.

Luxúria
Pecados
Busca desordenada do prazer sexual, desligada do sentido unitivo e procriativo que a Igreja reconhece na sexualidade humana.
