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História da Igreja

A Peste Negra e a Igreja (século XIV)

A pandemia que dizimou a Europa entre 1347 e 1351 atingiu duramente o clero e gerou movimentos religiosos extremos, como os flagelantes, condenados pelo papa Clemente VI.

Período
Idade Média (1347-1351)

A Peste Negra, que devastou a Europa entre 1347 e 1351 matando uma parcela expressiva de sua população, atingiu com particular dureza o clero paroquial, exposto ao contágio no cuidado pastoral dos doentes e moribundos — o que, em muitas regiões, deixou paróquias inteiras sem sacerdotes por anos. A crise abalou profundamente a religiosidade da época: para muitos, a peste era interpretada como castigo divino pelos pecados da cristandade, alimentando práticas de penitência extrema.

O fenômeno mais marcante desse período foi o ressurgimento do movimento dos flagelantes — grupos de leigos que percorriam cidades açoitando-se publicamente em busca de perdão e para aplacar a ira divina. Preocupado com os excessos do movimento, que incluíram atos de violência e pregações sobre o fim do mundo à margem da autoridade eclesiástica, o papa Clemente VI condenou os flagelantes como heréticos pela bula "Inter Sollicitudines", em outubro de 1349, embora o movimento só viesse a ser definitivamente reprimido décadas depois, com nova condenação do Concílio de Constança (1414-1418).

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Fontes

  • Wikipedia (es), "Movimiento de los Flagelantes"
  • Enciclopédia Católica (ACI Prensa), "Papa Clemente VI"

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