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História da Igreja

A Grande Perseguição de Diocleciano (303-311)

A mais extensa e violenta perseguição imperial romana aos cristãos, iniciada por uma série de éditos de Diocleciano e encerrada pelo edito de tolerância de Galério.

Período
Igreja primitiva (303-311)

Em 24 de fevereiro de 303, o imperador Diocleciano deu início à chamada Grande Perseguição, a mais sistemática e sangrenta campanha imperial contra os cristãos no Império Romano. Ao longo de cerca de um ano, foram publicados quatro éditos sucessivos, de intensidade crescente: o primeiro ordenava a apreensão e destruição de escrituras e edifícios cristãos e a perda de direitos civis dos fiéis; o segundo mandava prender bispos, diáconos e demais clérigos; os últimos exigiam que todos os cristãos, clérigos e leigos, oferecessem sacrifícios aos deuses romanos e ao imperador, sob pena de tortura e morte.

A perseguição atingiu com particular violência as províncias orientais do Império e produziu um número elevado de mártires, cuja memória alimentaria por séculos a devoção cristã. Ela só terminou em 311, quando o imperador Galério, já gravemente doente, reconheceu o fracasso da campanha e publicou um edito de tolerância — antecedente direto do Edito de Milão, que dois anos depois, sob Constantino e Licínio, estenderia a liberdade religiosa a todo o Império.

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