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Crisma

A Unção dos Enfermos

Sacramento que conforta e fortalece os fiéis gravemente enfermos ou idosos, unindo seu sofrimento ao de Cristo.

A Unção dos Enfermos
Parágrafos
CIC 1499-1532

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O Catecismo, nos números 1499 a 1532, ensina que a Igreja recebeu de Cristo o mandato de cuidar dos doentes e o expressa de modo sacramental na Unção dos Enfermos, destinada a quem começa a estar em perigo de morte por doença ou velhice. É um dos dois sacramentos chamados «de cura», junto com a Penitência, e tem como fundamento a própria compaixão de Jesus pelos enfermos, cujas curas a Escritura apresenta como sinal de que com Ele chegou o Reino de Deus (CIC 1503-1505).

O fundamento bíblico é a Carta de Tiago: «Está alguém doente entre vós? Chame os presbíteros da Igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5,14-15). A Tradição reconheceu nesse rito um dos sete sacramentos (CIC 1510). No rito romano, a matéria é o óleo de oliveira — ou, segundo as circunstâncias, outro óleo de origem vegetal — devidamente benzido, e a forma é a unção da fronte e das mãos com a oração do presbítero. O óleo dos enfermos é abençoado pelo bispo, normalmente na Missa do Crisma, na Quinta-feira Santa, junto com o óleo dos catecúmenos e o óleo do santo Crisma.

O nome atual é uma conquista recente: durante séculos o sacramento foi chamado «Extrema-Unção» e ministrado cada vez mais exclusivamente a quem estava prestes a morrer, o que apagava seu sentido pleno (CIC 1512). Foi o Concílio Vaticano II que retomou a compreensão dos primeiros séculos. A Constituição Sacrosanctum Concilium, primeiro documento promulgado pelo Concílio, determina no número 73: «A "Extrema-Unção", que também e melhor pode ser chamada "Unção dos enfermos", não é Sacramento só dos que estão nos últimos momentos da vida. Assim, o tempo oportuno para o receber tem o seu início quando o fiel começa a estar em perigo de morte por doença ou por velhice.» O mesmo documento pediu um «Rito contínuo», em que a unção se administre ao doente depois da confissão e antes da recepção do Viático (SC 74), e determinou que o número das unções se adaptasse às circunstâncias (SC 75).

A reforma foi consolidada pela Constituição Apostólica Sacram Unctionem Infirmorum, de Paulo VI, de 30 de novembro de 1972, que fixou a nova fórmula: «Por esta santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua misericórdia, alivie os teus sofrimentos» (CIC 1513). A fórmula explicita que a graça conferida é obra do Espírito Santo e que o sacramento é remédio para a alma e para o corpo; por sua eficácia penitencial, pode suprir a confissão quando esta não for possível.

Esse sacramento dá ao enfermo a graça do Espírito Santo, que ajuda a confiar em Deus, fortalece contra as tentações do desânimo e da angústia diante da morte, une o doente à Paixão de Cristo e, quando convém à salvação, restitui a saúde do corpo (CIC 1520-1523). Quem está gravemente doente deve receber o sacramento sempre que a doença se agravar ou recorrer, e o fiel pode recebê-lo várias vezes ao longo da vida — diferentemente do Batismo, da Confirmação e da Ordem, que imprimem caráter indelével. Quando a Unção é administrada a alguém próximo da morte, ela se completa com a Eucaristia, então chamada Viático (do latim viaticum, «provisão para a viagem»), o último alimento sacramental do cristão na passagem desta vida.

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