Catecismo · Parte 14
Segunda parte: A celebração do mistério cristão
A economia sacramental e os sete sacramentos: como a salvação celebrada na liturgia é comunicada, com as outras celebrações litúrgicas (sacramentais e exéquias).

- Parte
- 14
- Parágrafos
- CIC 1066-1690
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A segunda parte do Catecismo da Igreja Católica, intitulada «A celebração do mistério cristão» e correspondente aos parágrafos 1066-1690, apresenta a fé «celebrada»: expõe a liturgia como obra da Santíssima Trindade e ação de Cristo e da Igreja. Segundo a constituição apostólica «Fidei depositum», com que João Paulo II promulgou o Catecismo em 11 de outubro de 1992, esta parte existe porque «o mistério cristão é celebrado e comunicado nos atos litúrgicos». Aí se explica a economia sacramental: os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, pelos quais «se opera o fruto da nossa Redenção».
A parte está organizada em duas seções. A primeira, «A economia sacramental» (nn. 1076-1209), compreende dois capítulos: o primeiro, «O mistério pascal no tempo da Igreja» (nn. 1077-1134), trata a liturgia como obra da Trindade, o agir de Cristo e a presença do Espírito Santo e da Igreja; o segundo, «A celebração sacramental do mistério pascal» (nn. 1135-1209), responde a quem celebra, como, quando e onde se celebra, e trata da diversidade litúrgica e da unidade do mistério. A segunda seção, «Os sete sacramentos da Igreja» (nn. 1210-1690), distribui os sacramentos em três grupos: os da iniciação cristã — Batismo (n. 1213), Confirmação (n. 1285) e Eucaristia —, os da cura — Penitência e Unção dos enfermos — e os do serviço da comunhão — Ordem (n. 1536) e Matrimônio (n. 1601).
A parte encerra-se com um capítulo sobre «as outras celebrações litúrgicas» (nn. 1667-1690), dedicado aos sacramentais (n. 1667) e às exéquias cristãs (n. 1680), que compreendem «a última Páscoa do cristão» e a celebração das exéquias. Assim, a segunda parte responde à pergunta «como celebramos e recebemos o que cremos».
O tratamento sistemático da liturgia nesta parte é tributário da renovação conciliar. A constituição «Sacrosanctum Concilium» sobre a Sagrada Liturgia, aprovada em 4 de dezembro de 1963 no encerramento da segunda sessão do Concílio Vaticano II, presidida pelo Papa Paulo VI, com 2.147 votos a favor e apenas 4 contrários, foi o primeiro documento promulgado pelo Concílio — e a primeira vez na história da Igreja que um concílio ecumênico dedicou à liturgia um documento próprio e integral. A estrutura do Catecismo retoma, ademais, a «antiga ordem» já seguida pelo Catecismo de São Pio V: o Credo, a liturgia com os sacramentos, os mandamentos e a oração. A redação da obra, coordenada então pelo Cardeal Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, foi decidida a partir do Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 e levou seis anos de trabalho.
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