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Ciência e Fé

Caso Galileu

O julgamento de Galileu Galilei pela Inquisição romana em 1633 por defender o heliocentrismo, e sua reabilitação pela Igreja em 1992.

Tipo
Conceito
Área
história da ciência
Século
XVII (reabilitação em 1992)

Em 1633, o Santo Ofício condenou Galileu Galilei por defender como verdadeira, e não apenas como hipótese matemática, a tese heliocêntrica de Copérnico segundo a qual a Terra gira em torno do Sol — posição que os inquisidores consideraram contrária a uma leitura literal de certas passagens bíblicas. Considerado “veementemente suspeito de heresia”, Galileu foi forçado a abjurar publicamente suas conclusões para escapar de penas mais graves, e passou o restante da vida sob prisão domiciliar.

O episódio tornou-se, ao longo dos séculos seguintes, o exemplo mais citado de suposto conflito insanável entre ciência e fé católica. Em 1981, o papa João Paulo II constituiu uma comissão de estudo presidida pelo cardeal Paul Poupard para reexaminar o processo; após mais de dez anos de trabalho, a comissão concluiu ter havido uma “trágica incompreensão recíproca” entre os juízes eclesiásticos e o cientista, e em 31 de outubro de 1992 João Paulo II reconheceu publicamente os erros cometidos pelo tribunal que condenou Galileu. O caso é hoje frequentemente invocado, tanto por críticos quanto por defensores da Igreja, como ponto de partida para discussões mais amplas sobre a relação entre autoridade eclesiástica, interpretação bíblica e investigação científica.

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Fontes

  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_de_Galileu_Galilei
  • https://istoedinheiro.com.br/quem-foi-o-brasileiro-que-fez-a-igreja-perdoar-galileu-galilei

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