Catedrais e Basílicas
Catedral de Reims (Notre-Dame de Reims)
Catedral gótica francesa onde foram coroados 25 reis da França, de Luís VIII (1223) a Carlos X (1825), incluindo a sagração de Carlos VII em 1429 na presença de Joana d'Arc; obra-prima do gótico pleno e Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991.

- Tipo
- Catedral
- Cidade
- Reims
- País
- França
- Conclusão
- c. 1275 (corpo principal; obras e decoração prosseguiram por séculos)
- Estilo
- Gótico pleno (High Gothic)
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A Catedral de Notre-Dame de Reims, na cidade francesa de Reims, às margens do rio Vesle, é a sé da Arquidiocese de Reims e uma das obras mais importantes do gótico. O local tem raízes antigas: nele teria sido batizado Clóvis, rei dos francos, segundo a tradição no fim do século V, o que fez de Reims, por séculos, o cenário natural da sagração dos monarcas franceses. A construção atual começou em 1211, sob o arcebispo Aubry de Humbert e o arquiteto Jean d'Orbais, para substituir a igreja anterior destruída por um incêndio em 1210; o projeto inspirou-se na Catedral de Chartres (iniciada por volta de 1194).
A obra principal estendeu-se por cerca de oitenta anos, sob a direção de quatro arquitetos sucessivos, com acréscimos e trabalhos decorativos prosseguindo por séculos; o corpo gótico é geralmente dado como concluído dentro do século XIII, com a fachada oeste flanqueada por duas torres de cerca de 68 metros, erguidas entre 1210 e 1250. A catedral tem cerca de 149 metros de comprimento por 130 metros de profundidade no plano interno e teto de aproximadamente 35 metros de altura. Sua escultura monumental — incluindo os portais com a Visitação e a galeria dos reis do Antigo Testamento na fachada — é um marco da arte gótica. A flecha central atual foi acrescentada na restauração do século XIX, substituindo a original, removida no século XVIII por instabilidade.
Reims foi o palco de 25 coroações de reis da França, de Luís VIII em 1223 a Carlos X em 1825. A mais célebre ocorreu em 1429, quando Carlos VII foi sagrado na presença de Joana d'Arc, episódio decisivo da Guerra dos Cem Anos. O templo também guarda a memória de São João Batista de La Salle, que ali celebrou sua primeira missa em 1678.
A catedral sofreu graves danos quando o Exército Imperial alemão a bombardeou deliberadamente em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial, num gesto para atingir o moral francês; a restauração foi conduzida no século XX, com apoio de doadores como o americano John D. Rockefeller. A reconciliação franco-alemã foi simbolizada no local em julho de 1962, quando o presidente Charles de Gaulle e o chanceler Konrad Adenauer ali se encontraram. Em 26 de setembro de 1996, João Paulo II visitou Reims por ocasião dos 1500 anos do batismo de Clóvis. Desde 1991, a catedral, a antiga Abadia de Saint-Rémi e o Palácio de Tau integram o Patrimônio Mundial da UNESCO.
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