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Cardeais

Humberto de Silva Cândida

Cardeal-bispo do século XI cujo gesto em Constantinopla, em 1054, é tradicionalmente apontado como o marco do Cisma entre Roma e o Oriente cristão.

Ordem cardinalícia
Cardeal-bispo
País
Sacro Império Romano-Germânico (Lorena)
Criação
1051
Papa criador
São Leão IX

Nascido por volta do ano 1000 na Lorena, então parte do Sacro Império Romano-Germânico, Humberto entrou ainda jovem para o mosteiro beneditino de Moyenmoutier, onde se formou em grego e latim. A amizade com Bruno de Toul, que se tornaria papa com o nome de Leão IX em 1049, levou-o a Roma, onde foi criado cardeal-bispo da sé suburbicária de Silva Cândida em 1051, tornando-se o principal executor da política de reforma eclesiástica de Leão IX e de seus sucessores imediatos, Vítor II, Estêvão IX e Nicolau II.

Em 1054, já enviado como legado papal a Constantinopla para tratar com o patriarca Miguel Cerulário — que fechara igrejas de rito latino na cidade e contestava costumes litúrgicos ocidentais —, Humberto viu fracassar as negociações e depositou sobre o altar da Basílica de Santa Sofia uma bula excomungando o patriarca como herege, com uma condenação genérica que se estendia a toda a Igreja grega. Miguel Cerulário respondeu com excomunhão recíproca contra Humberto e seus companheiros de legação. O ato, de validade jurídica discutível — o próprio Leão IX já havia morrido quando ocorreu —, tornou-se com o tempo o marco simbólico do Grande Cisma do Oriente, embora o afastamento entre as duas Igrejas fosse, na realidade, processo gradual de séculos.

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