Calendário Litúrgico
Solenidade da Santíssima Trindade
Celebrada no domingo seguinte a Pentecostes, marca a entrada no Tempo Comum e celebra o mistério central da fé cristã: um só Deus em três pessoas.
- Cor litúrgica
- Branco
A devoção litúrgica à Santíssima Trindade cresceu a partir da condenação do arianismo pelos concílios de Niceia (325) e Constantinopla (381), que afirmaram solenemente a divindade de Cristo e sua relação com o Pai e o Espírito Santo; já no século VIII, prefácios litúrgicos próprios sobre a Trindade começaram a circular. A festa nasceu, porém, de baixo para cima, de práticas de piedade popular e monástica, e não de uma instituição imediata das autoridades centrais da Igreja.
O papa São Gregório VII havia fixado as Têmporas de verão na oitava de Pentecostes, deixando o domingo seguinte "vago", sem celebração própria; monges passaram então a dedicá-lo à Trindade, já que a efusão do Espírito Santo em Pentecostes completa a revelação trinitária. Somente com o papa João XXII, entre 1316 e 1334, a festa foi estendida a toda a Igreja latina para esse mesmo domingo, posição que mantém até hoje, abrindo a parte mais longa do Tempo Comum no calendário atual.
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Advento
Cor: Roxo (rosa na Gaudete, terceiro domingo)
Tempo de quatro semanas de preparação e expectativa para o Natal, com dupla ênfase: a vinda histórica e a vinda final de Cristo.

Tempo do Natal
Cor: Branco ou dourado
Do Natal ao Batismo do Senhor, celebra o nascimento de Cristo e sua manifestação ao mundo.

Tempo Comum
Cor: Verde
O período mais longo do ano litúrgico, dividido em duas partes, sem um mistério específico de Cristo em destaque como tema único.

Quaresma
Cor: Roxo (rosa no quarto domingo, Laetare)
Quarenta dias de penitência, jejum e oração intensificada, em preparação para a Páscoa.
