Bíblia
Naum
Oráculo poético de júbilo pela queda anunciada de Nínive, a capital do Império Assírio que havia destruído o Reino do Norte de Israel.

- Testamento
- Antigo Testamento
- Gênero literário
- Profético
- Autor tradicional
- Naum
- Composição
- final do século VII a.C.
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O Livro de Naum é o sétimo dos doze Profetas Menores e pertence à coleção do "Livro dos Doze". Seu autor, Naum, cujo nome hebraico significa "consolado" ou "confortado", é apresentado como originário de Elcós — localidade de identificação incerta, situada por tradições diversas na Galileia ou em Judá. Naum é uma figura obscura: seu nome não aparece em nenhum outro livro da Bíblia nem em fonte histórica externa, e não se registram dados sobre sua linhagem ou vida.
A obra anuncia e celebra a ruína de Nínive, capital do Império Assírio, o poder que dominara o Oriente Próximo por meio do terror, de pesados tributos, de tratados impiedosos e de deportações massivas de populações — entre elas a do Reino do Norte de Israel. A datação pode ser fixada com razoável segurança entre dois marcos históricos que o próprio livro pressupõe: a queda de Tebas (No-Amom) no Egito, em 663 a.C., tomada pelos assírios e mencionada em Naum 3,8-10 como exemplo de cidade poderosa que caiu; e a destruição de Nínive em 612 a.C., quando a cidade foi arrasada por uma coalizão de medos e caldeus (babilônios). A atividade de Naum costuma ser situada, por isso, no final do século VII a.C., provavelmente sob o reinado de Josias (640-609 a.C.).
O livro divide-se em três capítulos: um hino inicial sobre a ira e a bondade de Deus (1,2-14), onde alguns estudiosos identificam vestígios de um poema acróstico — em que os versos começariam por letras consecutivas do alfabeto hebraico —, hoje incompleto no texto massorético; a descrição do assalto e da tomada de Nínive (2,1-13), apresentada como toca de leões que será despojada; e o oráculo final sobre os crimes da cidade e sua ruína inevitável (3,1-19), com o famoso dito "Ai da cidade sanguinária, toda cheia de mentiras" (3,1).
Um contraste teológico notável distingue Naum do Livro de Jonas: enquanto Jonas é enviado a pregar o arrependimento em Nínive, que se converte, Naum não oferece à cidade nenhuma possibilidade de emenda — sua profecia é de juízo irreversível, reflexo da paciência esgotada diante de uma cidade que voltara à iniquidade. Trata-se de um canto de consolo para o oprimido, que percebia próxima a libertação, mas também de uma obra em que a imagem de Deus ainda aparece ligada a um forte nacionalismo, compreensão que a pregação posterior, sobretudo a dos capítulos 40 a 55 de Isaías e dos Evangelhos, viria a superar. O livro, escrito em hebraico com alguns aramaísmos, é notável pela força e pelo colorido de sua poesia, frequentemente considerada entre as mais vivas do Antigo Testamento.
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Se a Bíblia fala em "irmãos de Jesus", como a Igreja sustenta que Maria permaneceu sempre virgem?
Apologética
O hebraico e o aramaico não tinham palavra própria para "primo" — "irmão" designava também parentes próximos, sentido que passou ao grego dos Evangelhos, como confirma a identidade dos "irmãos" como filhos de Maria de Clópas e o atestado de Hegésipo no século II.

É verdade que a Igreja proibiu o povo de ler a Bíblia na Idade Média?
Apologética
Foram os monges medievais quem copiaram e preservaram manuscritos bíblicos por séculos; as restrições pontuais a traduções não autorizadas (Toulouse 1229, Oxford 1408) nunca equivaleram a uma proibição geral da Escritura.

Por que a Bíblia Católica tem sete livros a mais que a Bíblia usada pela maioria dos protestantes?
Apologética
Os sete livros deuterocanônicos estavam na Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento usada pelos primeiros cristãos, foram reafirmados por concílios do século IV e por Florença (1442), e confirmados solenemente pelo Concílio de Trento em 1546.

Primeira parte: A Sagrada Escritura
Catecismo
A inspiração e a verdade da Bíblia, o cânon dos livros sagrados e os princípios católicos de interpretação da Escritura.
