Bíblia
Abdias
O mais curto livro do Antigo Testamento (21 versículos): o oráculo contra Edom por sua hostilidade a Judá na queda de Jerusalém, e o anúncio do Dia do Senhor.

- Testamento
- Antigo Testamento
- Gênero literário
- Profético
- Autor tradicional
- Abdias
- Composição
- século VI a.C. (datação incerta)
Tamanho do texto
O Livro de Abdias é o mais breve do Antigo Testamento: um único capítulo de 21 versículos, com cerca de 440 palavras no original hebraico. Seu nome é teofórico e significa "servo do Senhor" (em hebraico, ʿOvadyah); a forma latina "Abdias" vem da Vulgata, e a Septuaginta o chama Obdios. Na ordem do cânon hebraico e da Vulgata, figura entre os Doze Profetas Menores. Nada se sabe com segurança sobre a pessoa do profeta: as Escrituras não dão o nome de seu pai nem qualquer dado biográfico, e as identificações propostas com outros personagens de nome Abdias (como o mordomo do rei Acabe em 1 Rs 18,3) são conjecturas.
O tema central é o julgamento de Edom, povo vizinho e aparentado de Israel, descendente de Esaú, irmão de Jacó. O oráculo condena os edomitas por sua atitude hostil ou indiferente durante a queda de Jerusalém: por terem assistido à desgraça do "irmão" Judá, saqueado a cidade e cortado a fuga dos sobreviventes, o castigo divino os atingirá apesar de sua confiança no terreno montanhoso e de seu orgulho (Ob 1–14). A segunda parte anuncia o "Dia do Senhor" sobre todas as nações, a restauração de Israel e o juízo de Deus sobre os orgulhosos (Ob 15–21). O oráculo de Abdias tem paralelos evidentes com o de Jeremias contra Edom (Jr 49).
A datação é disputada. A maioria dos estudiosos situa o livro logo após a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, em 587/586 a.C., contexto que melhor explica a acusação de cumplicidade edomita. Outros, porém, defendem que o texto descreve o ataque anterior a Jerusalém no reinado de Jeorão (c. 848–841 a.C.), narrado em 2 Reis 8,20-22 e 2 Crônicas 21, o que faria de Abdias um dos primeiros profetas; há ainda quem veja no escrito uma redação posterior, elaborada nos conflitos entre a província de Judá e os edomitas nos séculos V e IV a.C. Antônio Salmerón e outros comentaristas antigos notavam a brevidade do texto; são Jerônimo resumiu a dificuldade dizendo que, "quanto mais breve, mais difícil".
A profecia teve, para a tradição, cumprimento histórico notável. Segundo Josefo (Antiguidades 13,256), o sumo sacerdote e príncipe hasmoneu João Hircano subjugou os idumeus no fim do século II a.C. e os obrigou à circuncisão, integrando-os à Judeia. Mais tarde, os idumeus foram absorvidos pelo povo judeu; muitos comentaristas veem na perda de sua identidade nacional a realização do anúncio de que Edom desapareceria como povo, "sem deixar vestígio" (Ob 10.18). O Novo Testamento não cita Abdias diretamente.
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Se a Bíblia fala em "irmãos de Jesus", como a Igreja sustenta que Maria permaneceu sempre virgem?
Apologética
O hebraico e o aramaico não tinham palavra própria para "primo" — "irmão" designava também parentes próximos, sentido que passou ao grego dos Evangelhos, como confirma a identidade dos "irmãos" como filhos de Maria de Clópas e o atestado de Hegésipo no século II.

É verdade que a Igreja proibiu o povo de ler a Bíblia na Idade Média?
Apologética
Foram os monges medievais quem copiaram e preservaram manuscritos bíblicos por séculos; as restrições pontuais a traduções não autorizadas (Toulouse 1229, Oxford 1408) nunca equivaleram a uma proibição geral da Escritura.

Por que a Bíblia Católica tem sete livros a mais que a Bíblia usada pela maioria dos protestantes?
Apologética
Os sete livros deuterocanônicos estavam na Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento usada pelos primeiros cristãos, foram reafirmados por concílios do século IV e por Florença (1442), e confirmados solenemente pelo Concílio de Trento em 1546.

Primeira parte: A Sagrada Escritura
Catecismo
A inspiração e a verdade da Bíblia, o cânon dos livros sagrados e os princípios católicos de interpretação da Escritura.
