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Beatos e Canonização

Reconhecimento Canônico e Translação de Relíquias

Durante uma causa, os restos mortais do candidato podem passar por um reconhecimento canônico oficial, que verifica sua identidade e prepara a eventual translação para um novo local de veneração.

Em 2017, a Congregação para as Causas dos Santos publicou uma instrução específica sobre a autenticidade e a conservação das relíquias, detalhando o procedimento canônico exigido para reconhecer os restos mortais de um Servo de Deus, Beato ou Santo: verificação de identidade, eventual coleta de amostras, preparação e, quando for o caso, translação para uma urna ou local diferente — tudo isso sempre com autorização prévia do Dicastério.

A própria instrução faz questão de esclarecer um ponto que costuma gerar confusão: a translação solene de relíquias não constitui, por si só, um reconhecimento externo de santidade — são exclusivamente os milagres confirmados pela Igreja que permitem esse reconhecimento oficial. Por isso, as relíquias de Beatos e Santos jamais podem ser expostas à veneração pública dos fiéis sem um certificado de autenticidade emitido pela autoridade eclesiástica competente.

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Fontes

  • Congregação para as Causas dos Santos, «As Relíquias na Igreja: Autenticidade e Conservação» (2017)

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