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Beatos e Canonização

Fase Diocesana e Fase Romana (Apostólica)

Toda causa de canonização passa por duas grandes etapas: a investigação conduzida na diocese onde o Servo de Deus viveu ou morreu, e o exame subsequente pelo Dicastério para as Causas dos Santos em Roma.

A fase diocesana é aberta pelo bispo do lugar onde o candidato morreu (ou, em certos casos, onde viveu mais significativamente), e nela se reúnem testemunhos de quem o conheceu, seus escritos e toda documentação relevante sobre sua vida e virtudes ou martírio. Concluída essa etapa, os autos são lacrados e enviados ao Dicastério para as Causas dos Santos, em Roma, encerrando o que a Instrução "Sanctorum Mater" chama de "inquérito diocesano ou eparquial".

Na fase romana, o postulador, orientado por um relator do próprio Dicastério, elabora a partir desses autos a "positio" — o documento que sintetiza e argumenta a favor do reconhecimento das virtudes heroicas ou do martírio. A positio é então submetida a um colégio de consultores teológicos e, por fim, à Congregação Plenária de Cardeais e Bispos, cujo parecer favorável abre caminho para a decisão final do Papa.

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Fontes

  • Congregação para as Causas dos Santos, Instrução «Sanctorum Mater» (2007)
  • Schoenstatt Brasil, "O caminho de um Processo de Canonização"

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