Beatos e Canonização
Canonização Equipolente
Forma extraordinária de canonização, sem processo ordinário nem milagre comprovado, baseada num culto público antigo e ininterrupto.
A canonização equipolente (ou "por equivalência") é um procedimento excepcional pelo qual o Papa reconhece o culto de um santo sem exigir o processo ordinário completo, incluindo a comprovação de milagres. Aplica-se a casos em que já existe, comprovadamente, um culto público antigo e ininterrupto prestado à pessoa, um testemunho histórico incontestável de suas virtudes ou martírio, e fama duradoura de intercessão milagrosa — elementos que, juntos, "equivalem" às etapas normais do processo.
Exemplos históricos incluem Santa Hildegarda de Bingen, canonizada equipolentemente por Bento XVI em 2012, e São José de Anchieta, elevado aos altares por decreto do papa Francisco em 2014. O procedimento é usado com parcimônia, geralmente para figuras de veneração já consolidada havia séculos, cujo processo ordinário seria de difícil instrução por falta de testemunhas ou documentação recente.
Mais de Beatos e Canonização

Fama de Santidade
Reputação pública e espontânea, entre os fiéis, de que uma pessoa falecida viveu de modo heroico as virtudes cristãs.

Abertura da Causa: "Servo de Deus"
A fase diocesana inicial, em que o bispo local autoriza formalmente a investigação sobre a vida da pessoa.

Reconhecimento de Virtudes Heroicas ou Martírio
O Papa declara, por decreto, que a pessoa viveu as virtudes cristãs em grau heroico ou sofreu martírio pela fé.

Beatificação
A confirmação de um milagre (dispensada para mártires) permite a beatificação, com culto público ainda restrito.
