Arte Sacra · Símbolo 23
Cálice e Patena
Os dois vasos sagrados centrais da Missa, que servem para oferecer, consagrar e comungar o pão e o vinho eucarísticos.

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O cálice é o copo no qual se põem o vinho e um pouco de água do sacrifício eucarístico e, depois da consagração, o Sangue de Cristo; a patena é o pequeno prato, geralmente dourado e levemente côncavo, sobre o qual se coloca o pão a ser consagrado. A Instrução Geral do Missal Romano os distingue expressamente entre os vasos sagrados: são aqueles «que servem para oferecer, consagrar e comungar o Pão e o vinho» (IGMR 327), o que faz deles os vasos mais centrais de toda celebração da Missa.
A matéria e a forma seguem normas precisas. Os vasos sagrados «devem ser fabricados de metal nobre»; se forem de metal oxidável ou menos nobre que o ouro, «normalmente devem ser dourados por dentro» (IGMR 328), e «a copa deve ser de material que não absorva os líquidos» (IGMR 330). Com a confirmação da Sé Apostólica, a juízo das Conferências Episcopais admite-se também o marfim e «certas madeiras muito duras» (IGMR 329). Quanto à forma, compete ao artista dar-lhe a que melhor se adapte aos costumes de cada região, desde que seja adequada ao uso litúrgico (IGMR 295); e, antes de destinados exclusivamente à Eucaristia, os vasos recebem um rito próprio de bênção ou consagração (IGMR 296; Cerimonial das Bênçãos, 1068-1073). Esse caráter reservado expressa diante da comunidade a distinção entre os objetos do culto divino e qualquer uso profano.
A legislação também regula o que vai sobre o altar. A IGMR 293 recomenda que, «para a consagração das hóstias, será conveniente utilizar uma patena única, maior, na qual se colocará o pão quer para o celebrante, quer para os ministros e fiéis». Essa indicação recupera, em parte, um uso antigo: nos primeiros séculos a patena era um prato amplo, usado para recolher o pão oferecido pelos fiéis e para distribuir os fragmentos consagrados na comunhão. Quando, por volta do século IX, arrefeceu a comunhão frequente, «o uso das grandes e proporcionalmente profundas patinae ministeriales caiu em desuso», e generalizou-se uma patena muito menor, de uso exclusivo do sacerdote no altar, para conter a Hóstia e evitar a dispersão de partículas. Depois da comunhão, o sacerdote ou o ministro purifica a patena ou a píxide sobre o cálice, enquanto diz em silêncio a oração «O que em nossa boca recebemos» (Quod ore sumpsimus), e limpa o cálice com o sanguinho (IGMR, Ritos de conclusão).
No ofertório, a celebração do cálice é acompanhada de um gesto de sentido teológico: derrama-se no vinho uma gota de água. A tradição explica esse mistério como a união da natureza divina e da natureza humana em Cristo, e da Igreja com o seu Senhor — tema que ecoa na oração que acompanha o gesto, «Deus, que criastes a natureza humana...» (Deus, qui humanae substantiae). A água, que também representa a humanidade, é unida ao vinho que representa Cristo, para significar a íntima participação do povo na oblação do sacrifício eucarístico.
O conjunto — cálice e patena — remonta ao próprio gesto de Cristo na Última Ceia, que «tomou o pão e o cálice»; por isso a tradição litúrgica os trata com o maior cuidado material e simbólico entre os vasos do altar.
Fontes
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Patena
Glossário
Vaso sagrado em forma de prato raso, de metal nobre, sobre o qual se oferece e se deposita o pão eucarístico durante a Missa.

A Âmbula (Cibório)
Arte Sacra
O vaso sagrado com tampa — chamado âmbula, cibório ou píxide — usado para guardar as hóstias consagradas no sacrário e distribuí-las na comunhão dos fiéis.

São Sisto I
Papas
Sétimo Bispo de Roma; tradições litúrgicas posteriores associam-no a normas sobre os vasos sagrados e ao canto do Santo na Missa.

Acólito
Vida Litúrgica
Ministério leigo instituído pelo bispo — aberto a leigos desde 1972 e a mulheres desde 2021 —, com atribuições além do coroinha.