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Patena

Vaso sagrado em forma de prato raso, de metal nobre, sobre o qual se oferece e se deposita o pão eucarístico durante a Missa.

Patena
Foto: Zde, 2015 (CC BY-SA 4.0)

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A patena é o vaso sagrado em forma de prato raso sobre o qual o pão é oferecido a Deus na apresentação das oferendas, é consagrado e, depois da fração, é colocado para a comunhão do sacerdote. O nome deriva do latim patina ou patena, provavelmente imitado do grego patane, termo usado desde cedo para designar um recipiente plano e aberto, semelhante a um prato ou tigela, empregado no serviço do altar.

Nos primeiros séculos, essas patenas eram maiores e mais profundas: serviam para recolher o pão oferecido pelos fiéis e para distribuir os fragmentos consagrados, recebidos pelos comungantes diretamente na mão. O Liber Pontificalis atribui ao papa Zeferino (c. 203-229) a ordem de que os ministros sustentassem patenas de vidro diante do bispo celebrante; as de metal nobre vieram depois. Como o cálice, a patena podia ser redonda ou, mais raramente, quadrangular, como a patena de ouro do cálice de Gourdon (séculos VI-VII). A partir dos séculos IX-X, com a diminuição da comunhão frequente dos fiéis e a difusão das formas já recortadas para fabricar as hóstias, as patenas ministeriais caíram em desuso e a patena passou a ser o pequeno prato individual do sacerdote, para conter a hóstia e evitar a dispersão de partículas após a fração — formato que chegou até nós.

A legislação atual exige que os vasos sagrados, entre os quais a patena, sejam de metal nobre; se fabricados de metal oxidável ou menos nobre que o ouro, devem em regra ser dourados por dentro (Institutio Generalis Missalis Romani, n. 328). Mediante aprovação da Conferência dos Bispos e da Santa Sé, admite-se o uso de outros materiais sólidos e nobres, como o ébano ou madeiras muito duras, desde que não se quebrem nem se corrompam (n. 329). A Instrução recomenda ainda que se use proveitosamente uma patena mais ampla, onde caiba o pão do sacerdote, do diácono, dos demais ministros e dos fiéis (n. 331).

Com o mesmo nome designa-se, também, a bandeja de comunhão — pequena patena sustentada sob a boca ou as mãos do fiel durante a distribuição da comunhão, a fim de que nenhum fragmento das espécies sagradas se perca. Esse uso é vivamente recomendado pela Instrução Redemptionis Sacramentum (n. 93). Na Missa, a patena acompanha o cálice e normalmente repousa sobre ele na credência; é levada ao altar na procissão das oferendas (cf. IGMR, n. 140; Cerimonial dos Bispos, n. 145) e, após a comunhão, é purificada junto com o cálice.

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Fontes

  • Institutio Generalis Missalis Romani, nn. 327-332
  • Congregação para o Culto Divino, Instrução Redemptionis Sacramentum, nn. 93 e 117
  • Liber Pontificalis (vida do papa Zeferino)
  • Enciclopédia Católica, verbete 'Paten'
  • Wikimedia Commons, File:Chalice and Paten from Tyniec, 1050.jpg

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