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Basílica de Santa Maria Maior

A maior basílica dedicada a Maria em Roma, construída após o Concílio de Éfeso (431) que a definiu "Mãe de Deus".

Basílica de Santa Maria Maior
Foto: NikonZ7II — Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
Local
Roma
País
Itália
Ano
construção atual entre 432 e 440

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Segundo a tradição, um patrício romano de nome João e sua esposa, casal rico e sem filhos, prometeram deixar toda a sua fortuna para erguer uma igreja em honra de Maria; na noite de 4 para 5 de agosto de 358, Nossa Senhora teria aparecido em sonho tanto a João quanto ao papa Libério, pedindo-lhes que construíssem o templo exatamente no local onde caísse neve na manhã seguinte. Por mais estranho que parecesse em pleno verão romano, neve de fato cobriu o cume do monte Esquilino naquela madrugada, e o próprio papa Libério teria traçado com uma enxada, sobre a neve, o contorno da futura igreja — episódio hoje celebrado todos os anos, no dia 5 de agosto, com uma chuva de pétalas brancas soltas do teto da basílica durante a missa, em memória da «lenda da neve».

A igreja que hoje se vê, porém, é de construção um pouco posterior: foi erguida sob o papa Sisto III, entre 432 e 440, logo depois de o Concílio de Éfeso (431) proclamar solenemente Maria «Theotokos», Mãe de Deus — tornando-se assim a primeira igreja de Roma dedicada explicitamente a Maria nesse título dogmático recém-definido. Do período de Sisto III sobrevivem até hoje os mosaicos do arco triunfal e da nave central, entre os mais antigos e mais bem preservados ciclos mosaicais da cidade, narrando episódios do Antigo Testamento e da infância de Jesus.

A basílica guarda também o ícone «Salus Populi Romani» («Salvação do Povo Romano»), pintura de estilo bizantino que a tradição — sem confirmação histórica segura — atribui ao evangelista Lucas; venerada havia séculos como protetora de Roma, foi carregada em procissão pela cidade em 590 pelo papa Gregório Magno para pedir o fim de uma peste, e tornou-se, mais recentemente, imagem de devoção pessoal do papa Francisco, que visitava a capela onde está guardada antes e depois de cada viagem internacional de seu pontificado. Sob o altar-mor, a Cripta da Natividade guarda ainda relicário com fragmentos de madeira tradicionalmente identificados com a manjedoura de Belém.

Por sua ligação de uma vida inteira com essa devoção mariana, o papa Francisco, morto em 21 de abril de 2025, escolheu romper com a praxe dos papas mais recentes — sepultados nas grutas vaticanas de São Pedro — e ser enterrado em Santa Maria Maior, tornando-se o primeiro pontífice sepultado fora do Vaticano em mais de cem anos. Seu túmulo, num nicho simples entre a Capela Paulina e a Capela Sforza, é uma lápide de ardósia da região italiana da Ligúria — terra de seus avós — com a única inscrição «Franciscus» e a reprodução de sua cruz peitoral.

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Fontes

  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_Santa_Maria_Maior
  • https://www.cnbb.org.br/curiosidades-sobre-a-basilica-de-santa-maria-maior/
  • https://agencia.ecclesia.pt/portal/roma-santa-maria-maior-uma-das-quatro-basilicas-papais-acolhe-tumulo-de-francisco/

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