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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Personagens Bíblicos

Josué

Sucessor de Moisés, que conduz Israel na conquista da Terra Prometida.

Josué
Tipo
Outra figura bíblica
Testamento
Antigo Testamento
Referência bíblica
Livro de Josué

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Da tribo de Efraim, originalmente chamado Oséias, Josué recebe de Moisés o novo nome que significa «o Senhor salva» (Nm 13,16) — a mesma raiz hebraica do nome «Jesus» em sua forma grega. Aparece pela primeira vez como comandante militar de Israel na vitória contra os amalecitas no deserto, enquanto Moisés, com os braços erguidos, intercede no alto de uma colina (Ex 17,8-13), e desde então se torna auxiliar direto e constante do legislador, acompanhando-o inclusive na subida ao Sinai. É um dos doze espias enviados a reconhecer Canaã e, ao lado de Calebe, o único a trazer um relatório de confiança na promessa divina, contra o desânimo generalizado dos outros dez — fidelidade pela qual ambos são poupados da punição que condena toda aquela geração a morrer no deserto sem entrar na terra prometida (Nm 13-14).

Designado por Deus, ainda em vida de Moisés, como seu sucessor à frente do povo (Nm 27,18-23; Dt 31,7-8), Josué assume a liderança após a morte do legislador e conduz a travessia miraculosa do rio Jordão, cujas águas se detêm assim que os sacerdotes que carregam a Arca da Aliança pisam nele — eco deliberado, no texto bíblico, da travessia do Mar Vermelho sob Moisés (Js 3-4). Segue-se a conquista militar de Canaã, narrada em episódios que se tornaram os mais conhecidos do livro que leva seu nome: a queda das muralhas de Jericó, que desabam depois de sete dias de marcha silenciosa dos israelitas em torno da cidade e do toque final das trombetas de chifre de carneiro (Js 6); o revés inicial e depois a vitória em Ai; a aliança com os habitantes de Gibeão, obtida por engano destes; e a batalha em que, segundo o relato, o sol e a lua se detêm no céu a pedido de Josué para que Israel completasse a vitória à luz do dia (Js 10,12-14), episódio poético citado do «Livro do Justo», hoje perdido.

Completada a conquista das principais regiões, Josué preside a divisão da terra entre as doze tribos por sorteio (Js 13-21) e, já idoso, reúne o povo em Siquém para uma última exortação solene, na qual renova a aliança e pronuncia a frase que se tornaria emblemática da fé de Israel: «quanto a mim e à minha casa, serviremos ao Senhor» (Js 24,15). Morre aos 110 anos e é sepultado em sua herança tribal, em Timnat-Séraque, nas montanhas de Efraim (Js 24,29-30). A tradição cristã, notando a coincidência de nome com Jesus e o papel de conduzir o povo à terra prometida, viu em Josué um «tipo» daquele que conduziria a humanidade ao verdadeiro descanso definitivo, leitura explorada já pela Carta aos Hebreus (Hb 4,8-9).

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