Ordens Religiosas
Missionárias da Caridade
Congregação fundada por Santa Teresa de Calcutá (1950), dedicada ao cuidado dos "mais pobres entre os pobres" e marcada por um quarto voto de serviço gratuito e integral.

- Fundador
- Santa Teresa de Calcutá
- Fundação
- 1950
- Carisma
- Serviço gratuito e integral aos mais pobres entre os pobres
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As Missionárias da Caridade foram fundadas por Santa Teresa de Calcutá (nascida Agnes Gonxha Bojaxhiu, 1910-1997) e oficialmente erigidas em 7 de outubro de 1950, como congregação diocesana da Arquidiocese de Calcutá, na Índia. Madre Teresa, religiosa de origem albanesa que havia sido professora na comunidade das Irmãs de Loreto, obtivera em 12 de agosto de 1949, de Pio XII, a permissão para deixar aquela congregação e ficar sob a jurisdição do Arcebispo de Calcutá; no ano seguinte, recebeu autorização para fundar a nova comunidade. A obra começou como um pequeno grupo de doze membros em Calcutá.
A missão da congregação é servir, nas palavras de Madre Teresa, "os mais pobres entre os pobres": os famintos, os nus, os sem-teto, os aleijados, os cegos, os doentes de hanseníase e todos aqueles que se sentem indesejados, não amados e rejeitados pela sociedade. A primeira casa aberta por Madre Teresa foi o Nirmal Hriday ("Coração Puro"), um lar para moribundos no bairro de Kalighat, em Calcutá — ainda hoje em atividade. Às três tradicionais (castidade, pobreza e obediência), as irmãs acrescentam um quarto voto: o de oferecer "serviço gratuito e de todo o coração aos mais pobres entre os pobres". A congregação mantém ramos contemplativo e ativo.
A expansão fora da Índia foi autorizada por Paulo VI, que em 1º de fevereiro de 1965 concedeu à congregação o "Decretum Laudis", elevando-a à condição de instituto de direito pontifício. A primeira casa fora da Índia foi aberta na Venezuela; em 1968, o próprio Paulo VI convidou Madre Teresa a abrir uma casa em Roma. As irmãs dirigem orfanatos, lares para doentes de AIDS e casas de acolhimento em todo o mundo.
Os números dão a medida da expansão: em 2015 a congregação contava cerca de 5.150 irmãs em 758 casas, distribuídas por 120 países; em 2023, cerca de 5.750 irmãs serviam em 139 países e 760 casas, das quais 244 na Índia. Ao lado das Missionárias da Caridade surgiram ramos correlatos, como os Irmãos Missionários da Caridade, fundados em 1963 na Austrália, e os Colaboradores de Madre Teresa, aprovados em 1969.
A obra de Madre Teresa — que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979 e foi canonizada por Francisco em 4 de setembro de 2016 — também é objeto de controvérsia. Ex-missionárias relataram, em depoimentos públicos, uma cultura interna de abusos e negligência, e estudiosos e órgãos de imprensa têm questionado a qualidade do cuidado médico oferecido nas casas, sobretudo a opção de não oferecer tratamentos paliativos mais intensivos aos moribundos. A congregação, de forte autonomia local, sustenta que sua missão é primariamente espiritual e que se distingue por viver a pobreza junto aos assistidos.
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Santa Teresa de Calcutá
Santos
Religiosa albanesa, fundadora das Missionárias da Caridade, dedicada aos mais pobres entre os pobres em Calcutá, Índia; ganhadora do Prêmio Nobel da Paz.

Abertura da Causa: "Servo de Deus"
Beatos e Canonização
A fase diocesana inicial, em que o bispo local autoriza formalmente a investigação sobre a vida da pessoa, após verificar a fama de santidade e obter o "nihil obstat" da Santa Sé.

A Dispensa do Quinquênio
Beatos e Canonização
Por norma, aguardam-se cinco anos após a morte do candidato antes de apresentar o libelo para abrir sua causa; em casos excepcionais, o Papa dispensa esse prazo e permite que a causa seja aberta quase imediatamente.

Fama de Santidade
Beatos e Canonização
Reputação pública e espontânea, entre os fiéis, de que uma pessoa falecida viveu de modo heroico as virtudes cristãs ou morreu mártir — requisito prévio de toda causa.
