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Ordens Religiosas

Missionárias da Caridade

Congregação fundada por Santa Teresa de Calcutá (1950), dedicada ao cuidado dos "mais pobres entre os pobres" e marcada por um quarto voto de serviço gratuito e integral.

Missionárias da Caridade
Foto: Kingkongphoto & www.celebrity-photos.com — Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0
Fundador
Santa Teresa de Calcutá
Fundação
1950
Carisma
Serviço gratuito e integral aos mais pobres entre os pobres

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As Missionárias da Caridade foram fundadas por Santa Teresa de Calcutá (nascida Agnes Gonxha Bojaxhiu, 1910-1997) e oficialmente erigidas em 7 de outubro de 1950, como congregação diocesana da Arquidiocese de Calcutá, na Índia. Madre Teresa, religiosa de origem albanesa que havia sido professora na comunidade das Irmãs de Loreto, obtivera em 12 de agosto de 1949, de Pio XII, a permissão para deixar aquela congregação e ficar sob a jurisdição do Arcebispo de Calcutá; no ano seguinte, recebeu autorização para fundar a nova comunidade. A obra começou como um pequeno grupo de doze membros em Calcutá.

A missão da congregação é servir, nas palavras de Madre Teresa, "os mais pobres entre os pobres": os famintos, os nus, os sem-teto, os aleijados, os cegos, os doentes de hanseníase e todos aqueles que se sentem indesejados, não amados e rejeitados pela sociedade. A primeira casa aberta por Madre Teresa foi o Nirmal Hriday ("Coração Puro"), um lar para moribundos no bairro de Kalighat, em Calcutá — ainda hoje em atividade. Às três tradicionais (castidade, pobreza e obediência), as irmãs acrescentam um quarto voto: o de oferecer "serviço gratuito e de todo o coração aos mais pobres entre os pobres". A congregação mantém ramos contemplativo e ativo.

A expansão fora da Índia foi autorizada por Paulo VI, que em 1º de fevereiro de 1965 concedeu à congregação o "Decretum Laudis", elevando-a à condição de instituto de direito pontifício. A primeira casa fora da Índia foi aberta na Venezuela; em 1968, o próprio Paulo VI convidou Madre Teresa a abrir uma casa em Roma. As irmãs dirigem orfanatos, lares para doentes de AIDS e casas de acolhimento em todo o mundo.

Os números dão a medida da expansão: em 2015 a congregação contava cerca de 5.150 irmãs em 758 casas, distribuídas por 120 países; em 2023, cerca de 5.750 irmãs serviam em 139 países e 760 casas, das quais 244 na Índia. Ao lado das Missionárias da Caridade surgiram ramos correlatos, como os Irmãos Missionários da Caridade, fundados em 1963 na Austrália, e os Colaboradores de Madre Teresa, aprovados em 1969.

A obra de Madre Teresa — que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979 e foi canonizada por Francisco em 4 de setembro de 2016 — também é objeto de controvérsia. Ex-missionárias relataram, em depoimentos públicos, uma cultura interna de abusos e negligência, e estudiosos e órgãos de imprensa têm questionado a qualidade do cuidado médico oferecido nas casas, sobretudo a opção de não oferecer tratamentos paliativos mais intensivos aos moribundos. A congregação, de forte autonomia local, sustenta que sua missão é primariamente espiritual e que se distingue por viver a pobreza junto aos assistidos.

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Fontes

  • Missionaries of Charity – Wikipedia (em inglês): ereção em 7 de outubro de 1950; Decretum Laudis de 1965; quarto voto; números de 2023
  • Agência ECCLESIA, "Madre Teresa, 12 anos depois" (Decretum Laudis, 1º de fevereiro de 1965)
  • Diocese de Piracicaba, "Samaritana da Misericórdia: Madre Teresa e os Papas" (dissolução das Irmãs de Loreto, 1949; casa de Roma, 1968)
  • Instituto Humanitas Unisinos, "Ex-missionárias da Caridade alegam cultura de abuso e negligência" (2023)

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