Novíssimos
A Vida Eterna
Último artigo do Credo: a comunhão plena e definitiva com Deus, à qual o homem é chamado depois da morte, do juízo e da ressurreição da carne.
"Creio na vida eterna" é o último artigo do Símbolo dos Apóstolos e do Credo Niceno-Constantinopolitano, e resume a esperança para a qual converge toda a fé cristã professada nos artigos anteriores. Trata-se da comunhão plena, definitiva e para sempre com Deus Uno e Trino, prometida aos que morrem em sua graça e amizade — a mesma realidade que a tradição designa também pelos nomes de "céu" ou "visão beatífica".
O Catecismo ensina que, para o cristão que une sua morte à de Cristo, morrer não é o fim, mas a passagem para o encontro definitivo com o Senhor: por isso a liturgia funerária acompanha o moribundo com palavras de esperança, encomendando sua alma "ao lugar da paz" e "à companhia da Virgem Maria e de todos os anjos e santos". A vida eterna não é apenas a sobrevivência da alma, mas — depois da ressurreição da carne — a plenitude do ser humano completo, corpo e alma, glorificado em Deus.
A expressão "vida eterna" não designa uma simples duração indefinida no tempo, mas outra qualidade de existência: participação, além do tempo, na própria vida de Deus, descrita pela Escritura como visão face a face (1Cor 13,12) e como estado em que "Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles" (Ap 21,4).
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A Morte
Para a fé católica, a morte encerra a vida terrena de peregrinação e decisão livre diante de Deus, sem possibilidade de nova escolha depois dela.

O Juízo Particular
Julgamento imediato de cada alma no momento da morte, que decide sua sorte eterna antes mesmo da ressurreição final.

O Juízo Final
Julgamento universal e definitivo de toda a humanidade, no fim dos tempos, coincidindo com a ressurreição dos mortos e a segunda vinda de Cristo.

O Céu
A comunhão de vida e amor plena e definitiva com a Santíssima Trindade, com Maria, os anjos e todos os santos — a felicidade suprema e o fim último do homem.
