Novíssimos
Novos Céus e Nova Terra
A esperança escatológica de que, ao fim dos tempos, todo o universo criado será transfigurado e renovado, e não simplesmente destruído.
Além do destino pessoal de cada ser humano, a escatologia católica afirma também um destino para o universo material: citando a Segunda Carta de São Pedro e o Apocalipse, o Catecismo ensina a esperança de "novos céus e uma nova terra" (2Pd 3,13; Ap 21,1), nos quais habitará a justiça e Deus será "tudo em todos" (1Cor 15,28).
Essa consumação, que a tradição chama também de "restauração universal" (cf. At 3,21), não é entendida como aniquilação do mundo presente, mas como sua transfiguração: o próprio universo visível, ensina o Catecismo, está destinado a ser transformado, para que, livre da corruptibilidade introduzida pelo pecado, esteja plenamente a serviço dos justos glorificados em Cristo.
A Igreja rejeita, nesse contexto, o milenarismo — a ideia de um reinado terreno intermediário de Cristo antes do fim definitivo — por considerá-lo uma falsificação do Reino futuro, sobretudo em sua forma politizada de messianismo secularizado. A esperança cristã nos novos céus e na nova terra não é um programa histórico a ser realizado dentro do tempo, mas o horizonte que só se cumprirá além da história, no Juízo Final.
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A Morte
Para a fé católica, a morte encerra a vida terrena de peregrinação e decisão livre diante de Deus, sem possibilidade de nova escolha depois dela.

O Juízo Particular
Julgamento imediato de cada alma no momento da morte, que decide sua sorte eterna antes mesmo da ressurreição final.

O Juízo Final
Julgamento universal e definitivo de toda a humanidade, no fim dos tempos, coincidindo com a ressurreição dos mortos e a segunda vinda de Cristo.

O Céu
A comunhão de vida e amor plena e definitiva com a Santíssima Trindade, com Maria, os anjos e todos os santos — a felicidade suprema e o fim último do homem.
