Missões
Os 103 Mártires da Coreia
Católicos coreanos martirizados nas perseguições de 1839, 1846 e 1866, canonizados por João Paulo II em Seul, em 6 de maio de 1984, durante o bicentenário da Igreja coreana.

- Tipo
- Martírio
- Região
- Coreia (Joseon)
- Século
- século XIX
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A Igreja Católica na Coreia nasceu sem missionários estrangeiros: em 1784, Yi Seung-Hun, que retornara da China, tornou-se o primeiro coreano conhecido a abraçar a fé, trazendo crucifixos, rosários e imagens. Nas duas décadas seguintes, o catolicismo cresceu de forma clandestina, conduzido em grande parte por leigos, que nele viam uma doutrina na qual todas as pessoas estavam no mesmo nível, o que contrastava com a rígida hierarquia confuciana da sociedade de Joseon.
Essa expansão atraiu perseguições. Os fiéis coreanos sofreram três grandes ondas de repressão, em 1839, 1846 e 1866. O nome mais conhecido é o de André Kim Taegon (1821-1846), primeiro sacerdote católico coreano. Escolhido como seminarista aos quinze anos, foi enviado a Macau para estudar e, após ser ordenado sacerdote em Xangai, em 1845, retornou a Joseon a bordo de uma pequena embarcação de madeira, trabalhando para garantir rotas seguras de entrada aos missionários durante a perseguição. Preso pouco depois, foi martirizado por decapitação em 16 de setembro de 1846, nas margens do rio Han, em Saenamteo, aos 25 anos.
Junto a ele são venerados Paulo Chong Hasang e outros mártires, dos quais 103 foram canonizados em conjunto. O próprio João Paulo II presidiu a canonização em Seul, em 6 de maio de 1984, durante sua viagem apostólica à Coreia, quando se comemoravam os 200 anos do primeiro convertido coreano. Foi a primeira canonização celebrada fora de Roma.
O local do suplício, em Seul, transformou-se no Santuário de Jeoldu-san ('monte da decapitação'), erigido em 1967 como memorial e centro de peregrinação. A memória dos mártires coreanos é celebrada em 20 de setembro, e a difusão do culto liga-se também à Jornada Mundial da Juventude de Seul, prevista para 2027.
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Santo André Kim e Companheiros (Mártires da Coreia)
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André Kim Taegon, primeiro sacerdote nativo coreano, e mais de cem companheiros martirizados nas perseguições ao catolicismo na Coreia do século XIX.

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Missionário belga que se dedicou por dezesseis anos à colônia de leprosos da ilha havaiana de Molokai, contraindo ele próprio a doença.

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