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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Heresias e Cismas

Semipelagianismo

Tentativa de meio-termo entre o agostinianismo e o pelagianismo, defendendo que o início da fé poderia partir do esforço humano, sem depender antes da iniciativa da graça.

Tipo
Heresia
Século
V-VI
Condenação
Segundo Concílio de Orange (529)

Depois da condenação do pelagianismo, monges do sul da Gália, entre eles João Cassiano, buscaram um caminho intermediário entre a doutrina de Agostinho sobre a graça e a posição de Pelágio: reconheciam, com Agostinho, que o homem não pode alcançar a salvação por si só, mas sustentavam que o primeiro impulso, o início da fé (o chamado "initium fidei"), poderia partir da livre iniciativa humana, sendo a graça divina uma resposta e um reforço a esse movimento inicial, e não sua causa primeira.

A controvérsia foi resolvida no Segundo Concílio de Orange, em 529, que reafirmou a posição agostiniana da absoluta prioridade e necessidade da graça divina em todo o processo de salvação — incluindo seu próprio começo —, condenando ao mesmo tempo a ideia de uma predestinação divina para o mal. A decisão de Orange, confirmada pelo papa Bonifácio II, tornou-se referência doutrinal duradoura sobre a relação entre graça e liberdade humana.

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