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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Heresias e Cismas

Cisma de Fócio (863-867)

Ruptura entre o papa Nicolau I e o patriarca Fócio de Constantinopla, envolvendo disputas de jurisdição e o Filioque, e considerada um prenúncio direto do Cisma do Oriente de 1054.

Tipo
Cisma
Século
IX
Condenação
Excomunhões mútuas entre Roma e Constantinopla (863-867), com reatamento parcial após a morte de Nicolau I

O cisma de Fócio nasceu de uma disputa canônica: em 858, o imperador bizantino Miguel III destituiu o patriarca Inácio de Constantinopla e nomeou em seu lugar o leigo Fócio, elevado ao patriarcado em rápida sucessão de ordens. O papa Nicolau I recusou-se a reconhecer a deposição de Inácio e, num sínodo reunido em Roma em 863, declarou Fócio ilegítimo — decisão vista no Oriente como intromissão inaceitável do bispo de Roma nos assuntos internos da Igreja de Constantinopla.

Fócio reagiu convocando, em 867, um concílio em Constantinopla que chegou a declarar deposto o próprio papa Nicolau I, acusando-o de heresia pela aceitação ocidental da cláusula "Filioque" no Credo e contestando a jurisdição romana sobre a recém-convertida Bulgária. O rompimento formal durou até a morte de Nicolau I, também em 867, quando a ascensão de um novo imperador bizantino, Basílio I, levou à deposição inicial de Fócio e a um relativo reatamento das relações — embora as tensões subjacentes sobre primado papal, Filioque e jurisdição permanecessem sem solução, antecipando o Cisma do Oriente de 1054.

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