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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Crisma

Os pecados contra o Espírito Santo

A recusa deliberada e definitiva de acolher a misericórdia de Deus, que o Catecismo chama de imperdoável não por limite da graça, mas por fechamento do coração.

Parágrafos
CIC 1864

O Catecismo, no número 1864, ensina que a misericórdia de Deus não tem limites, mas quem recusa deliberadamente acolhê-la pelo arrependimento rejeita o perdão dos próprios pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Esse endurecimento do coração, se levado até o fim, pode conduzir à impenitência final e à perdição eterna — é isso, e não uma ofensa verbal específica, que a tradição chama de "pecado contra o Espírito Santo", com base nas palavras de Jesus em Mc 3,29 e Mt 12,31-32.

A blasfêmia contra o Espírito Santo não consiste, portanto, em pronunciar certas palavras, mas em opor-se conscientemente à ação do próprio Espírito, que é quem opera em nós a remissão dos pecados pelo amor do Pai e do Filho. Recusar-se a reconhecer a própria necessidade de conversão, ou desesperar da misericórdia de Deus, ou presumir que se pode ser salvo sem conversão, são formas concretas dessa resistência ao Espírito.

Compreender esse ensinamento ajuda o crismando a valorizar melhor o próprio dom do Espírito Santo recebido na Confirmação: ele é justamente quem torna possível o arrependimento sincero e a abertura ao perdão, de modo que fechar-se a essa ação é fechar-se à única fonte de onde pode vir a salvação.

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