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Compêndio CatólicoCatálogo de consulta · fé, doutrina e vida católica
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Crisma

O testemunho da fé e o martírio

A força do Espírito Santo recebida na Confirmação capacita o cristão a confessar a fé publicamente, até o extremo do martírio se for preciso.

Parágrafos
CIC 2473-2474

O Catecismo ensina, no número 2473, que o martírio é o supremo testemunho dado em favor da verdade da fé: designa um testemunho que vai até a morte. O mártir dá testemunho de Cristo morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade, e testemunha a verdade da fé e da doutrina cristã suportando a morte com um ato de fortaleza. O número seguinte, 2474, recorda que a Igreja recolheu com o maior cuidado as memórias de quem foi até o fim na confissão da própria fé, reunidas nas antigas Atas dos Mártires.

O Concílio Vaticano II liga diretamente essa disponibilidade ao dom recebido na Confirmação: pelo sacramento, os fiéis são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidos com força especial do Espírito Santo, e por isso ficam mais obrigados a difundir e defender a fé por palavras e obras, como verdadeiras testemunhas de Cristo. Essa força, levada ao extremo, é a mesma que sustentou a longa fileira de mártires cristãos que, desde os primeiros séculos até hoje, não temeram sacrificar a vida terrena por amor a Jesus Cristo.

Na catequese de Crisma, o tema do martírio não é apresentado como algo distante ou raro, mas como o horizonte último de um testemunho que começa em gestos bem mais simples e cotidianos: assumir a fé diante de colegas, defender a verdade quando é impopular, e não se envergonhar de rezar ou de viver segundo o Evangelho.

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